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Uber cria site interativo de trânsito de olho em novos clientes: as cidades

Uber promete para o próximo dia 20 o lançamento do Uber Movement, site interativo com dados de trânsito das cidades onde o app funciona. Mas o acesso à ferramenta é controlado

  • PorRedação com Elizabeth Dwoskin e Faiz Siddiqui, do The Washington Post
  • 10/01/2017 13:41
Uber cria o Uber Movement, site interativo sobre o trânsito das cidades onde o app funciona. | Reprodução/
Uber cria o Uber Movement, site interativo sobre o trânsito das cidades onde o app funciona.| Foto: Reprodução/

Há dois dias, a Uber anunciou o lançamento do Uber Movement, um site interativo com dados de trânsito das cidades onde o aplicativo funciona e desenvolvido em parceria com especialistas em mobilidade e transporte que deve estar disponível a partir do próximo dia 20. São dados anônimos sobre mais duas 2 bilhões de viagens realizadas por meio do aplicativo, com a pretensão de concorrer com o Waze e o Google Maps, e que podem ser mais uma ferramenta para cidades e usuários pensarem a mobilidade urbana.

Ainda que o acesso seja controlado – é preciso cadastrar seu e-mail e esperar uma resposta para poder acessar o material a partir do dia 20 –, o Uber Movement representa o primeiro passo da multinacional do Vale do Silício, nos Estados Unidos, na direção da transparência e do compartilhamento de dados. E justamente em um momento em que o app desafia cidades como Nova York e São Francisco ao negar acesso a informações específicas.

Segundo um vídeo que apresenta a iniciativa, com o Uber Movement é possível traçar análises de tráfego segundo períodos e áreas específicas nas cidades em que o app opera – por ora são quatro cidades (Washington e Boston, nos Estados Unidos, Manila, nas Filipinas, e Sydney, na Austrália), mas outras devem se somar à base de dados logo. Hoje, o app opera em cerca de 450 cidades mundo afora.

Veja o vídeo de apresentação do Uber Movement (em inglês)

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Os motivos por trás da nova plataforma? Ajudar as cidades. Pelo menos é o que a empresa diz na home do novo site: “Nos últimos seis anos e meio, nós aprendemos muito sobre o futuro da mobilidade urbana e o que isso significa para as cidades e para pessoas que moram nelas. Nós tivemos feedbacks consistentes das cidades com que fizemos parcerias sobre como o acesso à nossa base de dados agregada ajudará na formação de decisões sobre como adaptar infraestruturas existentes e investir em soluções futuras para tornar nossas cidades mais eficientes. Nós esperamos que o Uber Movement possa desempenhar um papel na tarefa de ajudar as cidades a crescer de maneira proveitosa para todos.”

Curiosamente, ou não, o lançamento do site chega no mesmo momento em que a Uber nega solicitações do departamento de transportes de Nova York e à frente de uma mega pesquisa que deve ser publicada na primavera de 2017 sobre os dados da atuação da empresa em São Francisco e que terá a chancela do centro de pesquisa em transporte da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

No caso da cidade de Nova York, o interesse está em dados como a localização de motoristas parceiros e onde os usuários são buscados e deixados. A resistência da Uber em dar acesso a esses dados, segundo as autoridades da cidade, dificulta que questões como, por exemplo, quantas horas os motoristas parceiros estão trabalhando sejam verificadas. A justificativa da Uber é a de que qualquer abertura de informações poderia violar a privacidade dos dados dos usuários.

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Uber Movement representa uma nova postura

Abrir, ainda que anonimamente, os dados sobre o trânsito nas cidades onde atua, como é a proposta do Uber Movement, pode ajudar a Uber a conquistar um pouco da empatia das autoridades municipais mundo afora. Essa é a opinião da diretora executiva da Associação Nacional das Autoridades Municipais de Transporte (Nacto) nos EUA, Linda Bailey, que está trabalhando para estabelecer uma base padronizada de dados para cidades do país onde empresas de carona compartilhada atuam.

Por outro lado, o lançamento do Uber Movement também reforça a ideia de que empresas como a Uber, com um jeito um tanto marrento de operar em termos regulatórios, possam decidir quando e que tipo de dado divulgar, mediante seus próprios termos. “Uma das coisas que têm sido frustrantes para as cidades que elas veem isso [o app] como um serviço que está usando do público [estruturas públicas] de imediato e que não está, em contrapartida, retribuindo isso com uma abertura básica”, disse Linda. Para ela, o lançamento do Uber Movement é definitivamente “um passo na direção certa”, mas ainda há outros caminhos para a empresa mostrar que está realmente colaborando com as cidades.

Potencial do Uber Movement é alto

Durante uma entrevista com autoridades do departamento de transporte de Washington, Andrew Salzberg, responsável pela área de políticas de transporte da Uber, disse que, por ter dados de caráter histórico, o Uber Movement permite que as autoridades municipais usem o site para medir situações bem pontuais, como a influência do fechamento de uma linha de metrô ou de um grande evento no trânsito da cidade. “Como os veículos se movem dentro da cidade, nós estamos coletando essa variedade de dados constantemente”, disse ele, ressaltando que alguns desses dados são muitas vezes subestimados, por serem dados passivos e não terem, no dia a dia, tanta relevância para o app, mas na verdade são “imensamente valiosos”.

Para o departamento de transporte de Washington, que trabalhou meses a fio com a Uber antes do lançamento do Uber Movement, o site pode ser mais uma peça no quebra-cabeça que é a mobilidade urbana no distrito da capital federal dos EUA. Enquanto os agentes oficiais estão presos a aquilo que eles sabem sobre padrões de deslocamento de motoristas e passageiros, cerca de 30 mil parceiros circulam pela região.

Na verdade qualquer ferramenta capaz de fornecer informações em tempo real, e de maneira inteligente, às cidades podem fazer uma diferença enorme no planejamento urbano. O Waze começou a dividir seus dados com Sydney, Los Angeles e outras várias cidade há alguns anos.

Gabe Klein, que já comandou o departamento de transporte de Detroit, diz que é possível que a Uber esteja apenas “jogando um osso” para as cidades com o Uber Movement. Ainda assim, acredita ele, a Uber e outras companhias similares podem perceber, mais à frente, o quão crucial é a transparência de dados para estabelecer parcerias público-privadas e na busca por lucro. Até lá, Klein diz que “as cidades precisam ser bastante claras sobre o que elas desejam”. “Quando você não é totalmente claro sobre o que você quer, é muito mais fácil ser enrolado.” Algumas cidades aceitaram a Uber como responsável pela custódia dos dados e estão, portanto, limitadas ao que a companhia desejar divulgar.

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