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Brincadeira fatal

Garoto de 12 anos morre enquanto praticava “surfe ferroviário” em Curitiba

Vítima caiu de um vagão do trem, enquanto viajava do lado de fora da condução

  • Adriano Ribeiro , Vinicius Boreki e Felippe Aníbal
  • Atualizado em às
 
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Um menino de 12 anos de idade morreu, no início da tarde desta quinta-feira (11), ao cair de um trem na divisa entre Almirante Tamandaré, na região metropolitana (RMC), e Curitiba. Testemunhas relataram à Polícia Militar (PM) que o garoto e outros dois colegas praticavam “surfe ferroviário”, a prática de viajar do lado de fora ou sobre os vagões.

O trem fazia a linha paralela à Avenida Francisco Krüeger, no Bairro Cachoeira. De acordo com a PM, o menino teria caído do vagão e sido arrastado por cerca de 70 metros. Ele morreu na hora. O corpo sofreu várias mutilações no acidente e os policiais isolaram o local para aguardar a chegada do Instituto Médico Legal (IML). Muito abalada, a família informou que o menino estudava nos dois períodos, mas que nesta quinta estava sem aulas.

O trem envolvido no incidente, da América Latina Logística (ALL), realizava o trajeto de Rio Branco do Sul para a capital. O veículo é composto por uma locomotiva e 15 vagões. Por meio de nota oficial, a empresa informou que lamenta o acidente fatal e que uma campanha de combate à prática do “surfe ferroviário” foi organizada pela ALL em 2009. No ano passado, cinco jovens morreram da mesma forma em Curitiba e região.

Apesar das campanhas educativas, os moradores da região relatam ser comum observar adolescentes sobre os vagões dos trens. “Todo dia isso acontece. Os pais vão trabalhar, e os adolescentes brincam de surfar. Na sala da minha filha, um menino perdeu a perna desse jeito”, conta a doméstica Lucimar Cervi. No ano passado, a polícia vistoriou a região com frequência, impedindo que os jovens seguissem sobre os trens. Nos últimos três meses, contudo, os policiais deixaram de realizar a vigilância. “Desde então, eles fazem isso todos os dias. Foi uma tragédia anunciada. Eu sabia que isso ia acontecer”, opina a comerciante Vitória Mucharski.

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