Dois homens foram presos em flagrante pelos crimes de estelionato e falsificação de documentos, no bairro Guaíra, em Curitiba. Um deles fabricava "kits estelionato", composto por um documento de identidade, comprovante de renda, comprovante de residência e cartão de crédito.

Os documentos falsificados eram usados para compra de ingressos de shows, empréstimos em banco e compras de equipamentos eletrônicos. O outro homem foi detido enquanto comprava os documentos. Eles foram presos na noite de segunda-feira (27) e apresentados pela polícia nesta quinta-feira (30).

O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) recebeu uma denúncia de que um apartamento na Rua Paraíba era usado como fábrica de falsificação de documentos. A polícia foi até o local e acompanhou a movimentação, até que José Assis de Miranda, 55 anos, chegou e recebeu de Gelson Luiz Haninec, 45 anos, o kit de documentos falsificados.

No apartamento ainda foram encontrados cédulas de identidade em branco, um gabarito que serve para perfurar as cédulas de identidade com as siglas do Instituto de Identificação do Estado do Paraná (IIPR), programas de computador para localizar as vítimas e produzir o material do crime, folhas de cheque e dois kits prontos, de pessoas que tinham encomendado. A polícia agora tenta localizar as pessoas que aparecem nas fotos. Cada kit era vendido por aproximadamente R$ 250.

Segundo o delegado Cassiano Aufiero, os estelionatários usavam o programa de computador para localizar as pessoas que tinham crédito na praça. Eles colhiam os dados dessas pessoas e produziam os documentos em nome delas, mas com a fotografia dos golpistas. Os criminosos ainda abriam uma conta em banco, no nome da vítima, e faziam um cartão de crédito legítimo, com limite alto, para ser usado pelo golpista. "Eles abrem crediário, fazem empréstimo em banco, compram eletrônicos, gastam em torno de R$ 10 mil no cartão, porque acima disso chama a atenção", disse Aufiero.

Haninec já tinha sido preso por estelionato e responde por sete inquéritos e seis processos pelo crime, segundo o delegado.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]