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O Hospital da Cruz Vermelha (HCV), em Curitiba, passou a atender nesta terça-feira (20) os servidores estaduais do Paraná. Antes, os 114 mil beneficiados do Sistema de Assistência à Saúde (SAS) em Curitiba, região metropolitana e litoral precisavam disputar horários no Hospital da Polícia Militar, cuja capacidade de atendimento foi extrapolada. O caráter do contrato com o HCV é emergencial.

"No Hospital da Cruz Vermelha não há a necessidade de fazer licitação para comprar materiais necessários, o que agiliza o processo. Muitos servidores não estavam conseguindo atendimento por causa da burocracia", explica o superintendente do Departamento de Assistência à Saúde do Servidor da Secretaria de Estado da Administração e Previdência (SEAP), Eduardo Mischiatti. A capacidade de atendimento diária do ambulatório é de 500 pessoas por dia, e foram firmadas parcerias com outros centros para casos que requerem maior especialização.

Já que o contrato firmado é emergencial, ele não pode ser estendido indefinidamente. A previsão é que até dezembro seja firmado um contrato de licitação.

Para agendar consultas, servidores e dependentes legais podem usar o 0800-413-738. Em caso de dúvidas, a orientação é entrar em contato com a SEAP pelo 3313-6882.

"Ainda não é ideal"

O coordenador da Comissão de Saúde do Fórum das Entidades Sindicais, Idemar Vanderlei Beki, diz que os servidores veem com bons olhos o novo prestador, mas criticou a demora, já que a mudança estava inicialmente prevista para julho deste ano. "O lado bom é que o atendimento será garantido", diz. O que o sindicato exige, no entanto, é um novo modelo de gestão de saúde porque, segundo eles, o atual SAS está falido.

"O ideal seria um sistema descentralizado no qual todos municípios ofertassem saúde aos servidores. No modelo atual, quem mora no litoral, por exemplo, tem que se deslocar até a capital", explica Beki.

Outras exigências são a autogestão, por meio da qual os servidores possam fiscalizar o funcionamento do sistema, e o modelo de captação de recursos. Hoje, cada servidor custa R$ 29,30 mensais, independentemente se usar ou não os serviços de saúde. "Acreditamos que o pagamento deveria ser feito de acordo com a consulta e o procedimento que forem feitos, assim como no Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, até o estado economizaria", argumenta.

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