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fuga da sala de aula

Imaturidade leva à escolha errada

Precocidade e desconhecimento sobre a profissão fazem estudantes optarem por cursos com os quais não se identificam

  • PorAndréa Morais
  • 13/02/2011 21:05
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Seleção

MEC divulga 3ª chamada do Sisu

O Ministério da Educação (MEC) divulgou a lista dos candidatos aprovados em terceira chamada pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os aprovados deverão comparecer, nos dias 15 e 16 de fevereiro, às instituições de ensino onde foram selecionados para fazer a matrícula. O Sisu oferece 83 mil vagas em universidades estaduais e federais e institutos de educação profissional. O sistema unifica a oferta de vagas em instituições públicas. Para participar, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Os estudantes devem conferir no site do MEC (http://mec.gov.br) seu boletim individual para saber se foram selecionados na terceira chamada. Os candidatos podiam escolher até dois cursos, elegendo a prioridade. Os que foram selecionados em sua segunda opção e desejam continuar concorrendo em sua primeira opção podem manifestar interesse em participar da lista de espera que poderá ser usada pelas universidades e institutos federais para o preenchimento das vagas. Os estudantes devem confirmar a participação na lista de espera até quinta-feira, por meio do acesso ao boletim individual do aluno.

Elencar as causas do abandono no ensino superior não é uma tarefa tão simples quanto se imagina. São várias e podem ter maior ou menor peso se a instituição for pública ou privada. Quando o fo­­co é universidade pública, a escolha equivocada da graduação é apontada como o principal fator pela professora Maria Amélia Sabbag Zainko, pró-reitora de graduação da Univer­­sidade Federal do Paraná (UFPR).

"Os jovens são chamados a fa­­zer uma escolha, que é para a vida to­­da, muito precocemente. Cerca de 60% dos nossos calouros estão na faixa entre 16 e 20 anos. Boa par­­te dos estudantes pensa num curso e depois vê que não é bem aquilo que imaginava", explica. Na opinião dela, esse problema poderia ser minimizado se houvesse "uma conversa maior entre os diferentes níveis de ensino", o que teria im­­pacto sobre a formação do estudan­­te e em sua orientação vocacional.

Simone Acosta, da Univer­­sidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), também aponta a imaturidade e a precocidade com que os jovens têm de fazer a escolha como uma das principais causas da evasão. Mesmo se tratando de uma instituição pública, ela ressalta que a questão financeira tem um peso importante sobre a evasão na UTFPR. Para tentar suprir essa carência a instituição oferece alguns tipos de incentivo. O principal deles é a bolsa permanência, que no último semestre de 2010 beneficiou 1.424 estudantes da instituição e que teve seu valor reajustado esse ano, passando de R$ 150 para R$ 350 (a seleção será feita em março). A UFPR e a UTFPR mantêm projetos que procuram identificar as causas de evasão.

O reitor da Unioeste, Alcibíades Luiz Orlando, defende a necessidade de as universidades terem programas comuns de combate à evasão. Um dos focos deveria ser a formação dos professores, para que o aluno chegue à universi­­da­­de com uma base mais forte. "A universidade tem que participar desse processo. Não pode simplesmente culpar o ensino médio, já que é ela quem forma os professores que atuam nas escolas."

Da mesma forma, deveria haver iniciativas para ajudar os estudantes com dificuldades financeiras, como bolsas de monitoria. Esse tipo de ação ajudaria os alunos com bom desempenho e também os que têm uma base fraca, pois ambos teriam um reforço na formação universitária.

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