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O fogo que consome parte do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, ameaça chegar ao Vale da Morte, uma área de floresta onde vive uma população de muriquis. Trata-se de uma espécie de macacos considerada criticamente em perigo. Em uma semana, os incêndios, que têm indícios de terem começado de forma criminosa, já queimaram 1.550 hectares (ha) da unidade de preservação que tem 20 mil ha de extensão.

No sábado, 18, as chamas chegaram aos campos de altitude, um dos ecossistemas mais raros da Mata Atlântica, a mais de 2 mil metros acima do nível do mar. Por causa dos fortes ventos nos campos, o fogo avança em diversas direções. Neste domingo, 19, as frentes dos morros do Cubaio e do Mamute se encontraram e agora avançam para os Portais de Hércules, uma espécie de paredão perto da travessia Petrópolis-Teresópolis. Dezenove brigadistas estão acampados perto dos Portais para tentar conter o avanço dos focos de incêndio.

O problema é que o helicóptero do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não consegue lançar água na parte alta do Parque e apenas atua no apoio logístico e no deslocamento dos brigadistas. Os coordenadores da operação de combate ao fogo pediram apoio ao Exército para que enviasse um helicóptero Cougar. O aparelho tem capacidade para atuar no transporte dos brigadistas do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e no lançamento de água.

Neste domingo haviam seis frentes de fogo. Três delas são consideradas controladas por ficar em áreas de mata fechada, com bastante umidade, o que dificulta a propagação do fogo. "Não significa que tenham sido completamente extintas, mas temos um indicativo de chuva (que ajudará a apagar o fogo)", avaliou o coordenador-geral do Prev/Fogo do Ibama, Rodrigo de Morais.

A unidade é um centro especializado em Prevenção e Combate de incêndios florestais que atua na Serra dos Órgãos com 80 brigadistas e voluntários.

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