Um grupo de índios da etnia guarani-caiuás enfrentou com arcos e flechas, no início da manhã de hoje, o ataque de pelo menos 20 homens armados com revólver e espingardas. Além das armas de fogo, os agressores, que surpreenderam os indígenas em um acampamento em Mato Grosso do Sul, portavam "muitos fogos de artifício", conforme denuncias de testemunhas.

O acampamento está instalado desde o dia 4 deste mês em uma área particular com 2 mil hectares, na localidade denominada pelos índios de ItaY Kaaguyrusu, situada em Douradina, perto de Dourados. De acordo com os relatos, os agressores colheram varas no mato e chegaram no acampamento batendo nas crianças menores de 10 anos. "Eles agrediram nossos pequeninos. Temos 60 crianças pequenas morando aqui", disse Efigênia Guarani Kaiomá, professora da comunidade.

Roberto Alziro, líder do acampamento, afirmou que os homens dispararam as armas de fogo para o alto e detonavam rojões de fogos de artifício sobre a tribo. "Foi um horror. Era índio correndo por todos os lados", contou.

A Polícia Federal (PF) em Dourados enviou agentes para o local do conflito, mas não conseguiu prender nenhum dos agressores. Apenas foi apreendido um automóvel com vários rojões e armas. Funcionários do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) de Dourados também foram até o acampamento. Os agentes ouviram da tribo que as ameaças por parte dos jagunços são constantes e que esse é o segundo conflito do ano.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]