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Litoral

Índios ocupam sede da Funai em Paranaguá

Manifestantes afirmam que órgão não leva alimentos para as cinco aldeias da região há mais de três meses. Chefe do núcleo alega que carro do órgão está estragado

  • PorOswaldo Eustáquio, correspondente
  • 30/05/2013 21:07
Indígenas tomam sede da Funai no Litoral, onde alimentos estão estragando | Oswaldo Eustaquio/Gazeta do Povo
Indígenas tomam sede da Funai no Litoral, onde alimentos estão estragando| Foto: Oswaldo Eustaquio/Gazeta do Povo

Escritórios

O documento com a reivindicação dos indígenas paranaenses será enviado à sede da Funai em Chapecó, em Santa Catarina, porque desde 2009, com a assinatura do Decreto 7056, não há mais administração direta da Funai no Paraná.

Cerca de 40 índios ocuparam o escritório da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Paranaguá, no litoral do estado, na tarde de ontem, em protesto pela falta de recursos do órgão.

O grupo ocupou o prédio e promete interromper os trabalhos administrativos até que o chefe do Núcleo da Funai, Getúlio Gomes da Silva seja substituído. "Não aceitamos mais ser mal tratados pela Funai, que deveria cuidar dos índios. E não queremos mais ser atendidos por pessoas que não são comprometidas com a nossa causa", disse o cacique Verá Tupã, da aldeia de Guaraqueçaba.

Os índios reclamam que a Funai em Paranaguá não leva alimentos para as cinco aldeias da região há mais de três meses. "Nossas crianças estão passando fome na aldeia. Os menores não tomam leite há muito tempo", disse o cacique Verá Popyguá, de Antonina.

A reportagem da Gazeta do Povo esteve na Funai em Paranaguá e apurou que existem centenas de quilos de alimentos vencidos, alguns jáestragados. Além de centenas de litros de leite em caixa, alguns estão derramados no chão, coalhados. Os caciques disseram que não vão mais ficar passando fome nas aldeias no litoral enquanto os alimentos apodrecem na Funai.

"Nós não vamos aceitar a presença do chefe da Funai aqui em Paranaguá, vamos elaborar um documento para enviar à administração de Chapecó (SC) e outro para Brasília exigindo providências", disse o cacique Verá Tupã.

De acordo com o chefe do Núcleo da Funai em Paranaguá, a situação chegou a este ponto devido à falta de estrutura do órgão. "O carro da Funai está estragado desde o ano passado, o barco que serve para levar cestas básicas está sucateado", afirma.

A informação contradiz um relatório oficial da Funai assinado por Silva que diz que o carro do órgão e os barcos estão em bom estado. A reportagem da Gazeta do Povo tentou entrar em contato com a Funai de Chapecó, responsável pelo escritório em Paranaguá, mas ninguém atendeu às ligações.

ConflitoÍndio morre baleado em reintegração de posse no MSDas Agências

O índio terena Oziel Gabriel, 36 anos, estudante do ensino médio, morreu ontem durante ação de policiais federais e militares que cumpriam ordem judicial para reintegração de posse das fazendas Buriti e Cambará, situadas em Sidrolândia, Região Leste do Mato Grosso do Sul. O tiro fatal atingiu o fígado, saindo pelas costas, conforme conclusão do Instituto Médico Legal.

Os índios reivindicam 17 mil hectares onde estão localizadas três fazendas do ex-deputado estadual Ricardo Bacha (PSDB-MS). Os dois lados apresentam provas de que são os verdadeiros donos das terras disputadas. Com o desfecho trágico desta quinta-feira, os índios terenas reforçaram a disposição de não atender a Justiça e "assumir a condição de donos até a morte".

Investigação

O Ministério da Justiça determinou que a Corregedoria da PF instaure inquérito para apurar a morte do índio. O ministro José Eduardo Cardozo disse haver imagens da ação, mas que ainda é impossível dizer quem matou o índio. "Caso exista abuso, tomaremos as medidas cabíveis", afirmou.

Em nota divulgada na tarde de ontem, o governo de Mato Grosso do Sul garantiu que os policiais militares que participaram da ação não usaram armamento letal. A nota diz ainda que o governador André Puccinelli (PMDB) tentou contato com o ministro da Justiça, para "aliviar a tensão e evitar novos conflitos, considerando que a questão fundiária e dos interesses dos indígenas é responsabilidade da União". O ministro negou que tenha sido procurado.

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