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Exame nacional do ensino médio

Inep dará nota zero a “engraçadinhos”

Candidato que debochar na prova de redação do Enem vai ser punido. Textos do último exame tinham receita de macarrão e hino do Palmeiras

  • PorDa Redação, com Agência O Globo
  • 21/03/2013 21:12

Avaliação

Correção de redações traz à tona critérios e condições de avaliadores

Corrigir 100 textos em duas horas compromete os critérios de avaliação? E se, a cada prova revisada, o corretor ganhasse menos de R$ 3? Após a revelação de correções polêmicas de redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), abriu-se um debate em torno das condições de trabalho de quem fica por trás das provas.

Na última edição do Enem, 5.683 corretores tiveram a missão de avaliar mais de 4 milhões de redações num espaço de menos de um mês. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), cada redação corrigida vale R$ 2,35.

Todo o processo é feito virtualmente. O corretor recebe lotes com 50 provas, e assim que as corrige recebe outra leva. Segundo o MEC, em média, cada corretor cuidou de 60 provas por dia. Mas este número pode ser muito maior.

Segundo o professor Wander Lourenço, o processo de correção é desgastante, o que acaba comprometendo o nível da avaliação. Ele foi corretor em 2011, mas não aceitou o desafio no ano passado. "Corrigi 4.200 redações em menos de 20 dias. Fiquei muito apavorado. A experiência foi tão traumática que decidi não participar da correção do último Enem", diz.

Exigência

Para corrigir uma prova do Enem, é preciso ter formação em Letras e ter sido convocado por um supervisor regional do MEC, que dá instruções à sua equipe de corretores. Em geral, são chamados professores conhecidos do supervisor, na mesma lógica de um cargo de confiança. (O Globo)

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pes­quisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, defendeu ontem a punição de candidatos que apresentarem alguma forma de deboche nas redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na última edição do Enem, segundo o presidente, foram contabilizadas cerca de 300 redações que continham algum tipo de inserção indevida. Para o próximo edital do exame será discutida a possibilidade de zerar essas redações.

"Vou defender junto à comissão técnica (formada por especialistas e técnicos do Inep) que, em caso de inserções indevidas, seja dada a nota zero", disse o presidente. O próximo edital deve ser lançado em maio deste ano. Até lá, a questão será discutida em reuniões semanais.

Miojo

No mês passado, o estudante Fernando Maioto publicou em sua página pessoal na rede social Facebook a versão digital da redação que escreveu no Enem. Ele incluiu, em meio aos argumentos sobre migração, o hino do Palmeiras. Ele recebeu a nota 500, metade da nota máxima, de 1.000 pontos.

Em outra redação, um estudante escreveu uma receita de macarrão instantâneo no meio do texto, que deveria atender ao tema "Movimento imigratório para o Brasil no século 21". O estudante recebeu a nota 560.

O presidente do Inep diz que, mesmo que as redações com inserções indevidas representem um universo pequeno próximo ao total de 4,1 milhões de redações corrigidas na última edição do exame, merecem medidas específicas por representarem um "desrespeito ao candidato sério". A comissão técnica discutirá critérios para discernir inserções inadequadas de divagações devido ao nervosismo de alguns candidatos. Nesses casos, a redação não seria zerada.

Costa afirmou que também irá consultar uma comissão de especialistas que assessoram o Inep sobre outro ponto revelado pela imprensa nesta semana: a atribuição da nota máxima de 1.000 pontos a redações com erros graves de ortografia. Textos em que os candidatos escreveram palavras como enxergar com "ch" ("enchergar") e trouxe com "ss" ("trousse") receberam a nota máxima no Enem de 2012.

"Desvios" toleráveis

Segundo o presidente do Inep, as redações receberam a pontuação porque revelavam domínio da norma culta, apesar dos erros de ortografia. Ele destacou que o edital do Enem tolera alguns "desvios" em textos considerados de excelente qualidade.

"O debate que está aí é o seguinte: o estudante faz uma produção textual excelente, mostra conhecimento de verbos, tem um bom vocabulário e, num determinado momento, comete um erro que pode ser até grave. Essa redação merece 1.000 ou não? É um bom debate", disse Costa.

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