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Desempenho

Jeito de viajar mudou desde o advento do fax

Para atrair usuários, sistema intermunicipal vai ter de enfrentar o carro popular, aviões e ônibus baratos do transporte metropolitano

  • PorKatia Brembatti
  • 04/03/2012 21:05
Em uma década e meia, número de passagens intermunicipais baixou de 46,8 milhões para 18,1 milhões. Setor aposta em plano diretor para mudar o quadro | Daniel Caron/ Gazeta do Povo
Em uma década e meia, número de passagens intermunicipais baixou de 46,8 milhões para 18,1 milhões. Setor aposta em plano diretor para mudar o quadro| Foto: Daniel Caron/ Gazeta do Povo

De primeira

Setor reage oferecendo milhagens e sala vip

A esperança de que o plano diretor aponte soluções que resultem em melhorias no sistema é acompanhada por algumas ações das empresas que tentam frear a perda de clientes. "Já chegamos ao fundo do poço", afirma o diretor da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina (Fepasc), Thadeu Castello Branco e Silva. Ele destaca o investimento em veículos novos e cada vez mais modernos e em treinamento de profissionais para melhor atendimento.

Além disso, algumas vantagens são oferecidas. A facilidade de comprar passagens pela internet, com uso de cartão de crédito e pagamento parcelado. Algumas companhias criaram sistemas de milhagem ou fidelidade, com benefícios, descontos e brindes para quem usa frequentemente os serviços. Salas personalizadas de espera em rodoviárias, com conforto e cafezinho, são tendência. E já há veículos equipados com sinal de internet para toda a viagem. (KB)

A quantidade de pessoas que viajam de ônibus para ir de uma cidade a outra no Paraná tem diminuído ano a ano. Em 1995, foram vendidas 46,8 milhões de passagens e no passado foram 18,1 milhões. A venda facilitada de automóveis e motocicletas e o barateamento do transporte aéreo têm tirado clientes do setor rodoviário. Mas muitos usuários podem também ter migrado para novas linhas de transporte metropolitano, sistema que cresceu na mesma proporção da queda do serviço rodoviário intermunicipal. Há 16 anos, para cada cinco passageiros rodoviários havia três no metropolitano. Hoje a proporção se inverteu.

As passagens do sistema metropolitano são mais em conta porque são usados veículos mais baratos, com catracas e que permitem o transporte de passageiros em pé, por exemplo. Mas a migração para o modelo metropolitano não explica toda a baixa no transporte rodoviário. O aumento da movimentação econômica no Brasil e o crescimento da população nos últimos 16 anos não se refletiram na quantidade estável de passageiros (na soma entre rodoviários e metropolitanos).

Para o coordenador da área de transporte de passageiros no Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), Sérgio Bonatto, melhorias no sistema a partir do plano diretor podem atrair mais usuários. O estudo deve identificar problemas nos serviços e apresentar soluções. A pesquisa também vai apontar o grau de satisfação dos passageiros. O preço da tarifa é calculado através de uma planilha de custos que leva em consideração os custos efetivos das empresas, mas a última revisão no processo de cálculo foi feita em 1993.

Maria Ângela Cavalcanti, gerente de regulação de outorga de transporte de passageiros da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), acredita em estabilidade no número de passageiros nos últimos cinco anos. Ela destaca que, com a licitação do sistema nacional, haverá melhorias significativas, como a evolução, por exemplo, para uma frota mais nova – com idade máxima de 10 anos, e média de 5, sendo que hoje a idade média é de 11 anos. Para a ANTT, o transporte rodoviário conquistou seu espaço porque tem mais facilidade de adaptação e porque a capilaridade da malha rodoviária é muito maior. A melhoria nas condições econômicas do Brasil deverá ser responsável por dar longa vida ao transporte rodoviário, permitindo o acesso de pessoas que antes não viajavam.

Para Bonatto, a questão não é se o setor encolheu ou aumentou, mas que está sendo afetado por mudanças culturais. A diminuição nas viagens de representantes comerciais, por exemplo, cujos negócios têm sido realizados com a ajuda da internet e dos Correios impacta na movimentação entre as cidades. "Costumo dizer que desde de surgiu o fax os efeitos são sentidos. Nas viagens de longa distância, as passagens de avião estão em promoção. Nas viagens de curta distância há a influência do aumento da frota de automóveis e motos. Mas o conforto nos ônibus hoje é muito maior do que antigamente", avalia.

Sai na hora, é barato, mas tem de mudar

O diretor da Federação das Empre­sas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Ca­­ta­­rina (Fepasc), Thadeu Castello Bran­­­­co e Silva, acredita que sistema rodoviário está sendo atacado por uma soma de dificuldades. Além da migração para o sistema metropolitano, há as empresas clandestinas, o transporte individual, o barateamento das pas­­sagens aéreas e até mesmo a descentralização das universidades, que fez as pessoas viajarem me­­nos. "O financiamento de carros permitiu o status e a liberdade de movimentação", diz.

Branco e Silva defende que o sistema rodoviário é seguro, confortável e pontual. "O avião só ga­­nha do ônibus quando sai no horário. Além do mais, os descontos só funcionam para algumas poltronas. O sistema rodoviário é previsível e se você precisa de uma passagem de uma hora para outra, consegue", explica.

Os ônibus circulam com menos da metade da capacidade (em mé­­dia, são vendidas 20 passagens pa­­ra veículos de 42 lugares). A otimização das linhas pode baratear as viagens. "Muitos migraram para o transporte aéreo, mas pessoas que antes não tinham condições de viajar agora estão nos ônibus", analisa. As empresas, afirma o diretor da Fepasc, defendem o diagnóstico que está sendo elaborado a partir do plano diretor do sistema. Os empresários esperam que, ao contrário do que está sendo feito no sistema nacional, a licitação não considere apenas a menor oferta. "A técnica precisa ser avaliada. As empresas devem ter qualidade para prestar o serviço", pondera.

O governo estadual conseguiu convencer o Ministério Público de que não daria para fazer a licitação sem antes concluir o plano diretor. O último levantamento feito desse tipo no estado foi realizado na dé­­cada de 80. O DER reconhece que os contratos de concessão estão vencidos desde 1995 e que novas ligações estão sendo autorizadas sem licitação, em caráter precário até que os procedimentos licitatórios sejam realizados.

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