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Vestidos de preto, engenheiros, arquitetos e agrimensores fizeram um enterro simbólico na entrada principal do Paço Municipal | Divulgação/Sismmar
Vestidos de preto, engenheiros, arquitetos e agrimensores fizeram um enterro simbólico na entrada principal do Paço Municipal| Foto: Divulgação/Sismmar

Servidores do Samu interrompem a paralisação e voltam ao trabalho em Maringá

Terminou na tarde de quarta-feira (10) a paralisação dos servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Maringá. A decisão foi tomada durante assembleia, quando a categoria optou por aceitar a proposta encaminhada pela Prefeitura.

Por meio de um ofício, o prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) se comprometeu em priorizar as reivindicações dos socorristas do Samu, que estavam com as atividades paralisadas desde segunda-feira (8).

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Após a greve dos servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), encerrada na quinta-feira (11), agora é a vez dos engenheiros, arquitetos e agrimensores da Prefeitura de Maringá paralisarem as atividades, nesta sexta-feira (12). O dia de protesto foi aprovado em assembleia realizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) na terça-feira (9).

A concentração é feita em frente ao Paço Municipal, na Avenida 15 de Novembro, na região central, desde as 8 horas. Vestidos de preto e com capacetes de obras, o grupo protesta principalmente contra a terceirização de serviços por parte da administração municipal, no valor de R$ 7,5 milhões. No entender da categoria, esse valor poderia ser investido em profissionais concursados.

Segundo a presidente do Sismmar, Iraídes Baptistoni, a Prefeitura conta com 54 engenheiros e arquitetos contratados e que 90% aderiram ao movimento. Entre as outras reivindicações da categoria estão o reajuste salarial e o pagamento do piso, além da gratificação por responsabilidade técnica, que já é concedida a procuradores e contadores do município.

"Os vereadores já haviam aprovado projeto de lei nesse sentido, mas o prefeito [Carlos Roberto Pupin (PP)] negou o benefício. A responsabilidade dos engenheiros é grande e eles também têm direito à gratificação, porque se uma obra apresentar problemas, no período de 50 anos, eles são responsabilizados."

Caso aprovada, a gratificação dobrará o rendimento da categoria. No entender do Sismmar, o benefício compensaria a falta de pagamento do piso salarial. "Na Prefeitura de Maringá, o salário base inicial de um engenheiro é de aproximadamente R$ 2,7 mil – valor que corresponde a apenas 41% do piso dos engenheiros, de R$ 6,5 mil", informou o sindicato em comunicado.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura, mas, até o início desta manhã, o Executivo ainda não tinha um posicionamento sobre a paralisação. O Sismmar espera participar de uma reunião com a equipe de governo, nesta sexta-feira, para negociar avanços.

Apitaço e funeral

A paralisação dos engenheiros, arquitetos e agrimensores contou com entrega de panfletos à população e apitaço.

Por volta das 9 horas, a categoria fez um enterro simbólico, dando as mãos ao redor de um caixão colocado na entrada principal do Paço Municipal.

Às 10 horas, o ato foi repetido próximo à entrada do Auditório Hélio Moreira, onde acontecia um evento da Saúde. A expectativa é de que a ação dos trabalhadores dure apenas um dia.

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