i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
economia

Maringaenses estão migrando para as classes altas, aponta estudo

Pesquisa da UEM mostra que classes A e B cresceram no último ano, diminuindo as classes C e D. O estrato E praticamente não existe mais na cidade

  • PorRenan Colombo
  • 12/03/2010 10:01

A renda de cada classe

A metodologia adotada no estudo considera, além de bens e acesso a serviços, as seguintes faixas de renda para determinar a classe social:

A1: R$ 7 mil ou mais

A2: R$ 4 mil

B1: R$ 3 mil

B2: R$ 2,5 mil

C1: R$ 2 mil

C2: R$ 1,5 mil

D e E: Abaixo de R$ 1 mil

Socióloga alerta para pobreza de municípios vizinhos

A coordenadora do Observatório das Metrópoles, órgão que estuda problemas urbanos, a socióloga Ana Lúcia Rodrigues, alerta para o fato de que, apesar da boa condição de Maringá, os municípios vizinhos têm muitos problemas sociais.

"Nada se explica em relação a Maringá se não for considerado também o seu entorno. Há, de fato, uma pujança econômica concentrada no município-polo, que incorpora acpopulação que tem capacidade de consumo e investimento. Mas é preciso ter noção de que as questões sociais estão concentradas no entorno", diz.

Como exemplo dessas cidades, ela cita Sarandi e Paiçandu, ambas na Região Metropolitana de Maringá.

A população de Maringá está migrando das classes baixas e médias para as classes altas. É o que aponta um estudo realizado pelo departamento economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e divulgado nesta sexta-feira (12). O trabalho mostra que, em 2009, houve crescimento das classes A e B, e redução das classes C e D. O estrato classificado como E praticamente não existe mais no município.

A pesquisa classifica os moradores conforme os bens que possuem, como imóveis e carros; e os serviços a que tem acesso, tal qual a internet. O resultado é cruzado com a média de renda dos habitantes, de forma a se checar as informações. Trata-se, segundo os pesquisadores, de uma metodologia adotada internacionalmente.

No ano passado, a classe que mais cresceu foi a A2, cuja renda média gira em torno de R$ 4 mil - veja box ao lado com o rendimento de cada estrato. Já a classe C2, que tem renda média de R$ 1,5 mil, foi a que mais diminuiu, o que indica que há um processo de migração de um nível para outro.

O estudo atribui o resultado ao crescimento da oferta de crédito e à isenção fiscal que facilitou a compra de itens como carros e geladeiras. "As políticas governamentais de incentivo são em grande parte responsáveis por este aumento, que pode ser explicado por algumas medidas políticas como a redução do IPI, que incide, entre outros, sobre os computadores, automóveis e freezer, proporcionando que uma maior parcela da população tenha acesso a estes bens", diz um trecho do trabalho.

Além disso, as classes B, C e D tiveram aumento expressivo do poder de compra (sobretudo as duas últimas), enquanto o estrato A sofreu pequena queda nesse aspecto, que pode se explicar por conta da crise econômica. Há ainda outro dado importante: nas últimas duas edições da pesquisa, que é feita anualmente, o número de moradores classificados na classe E é insignificante.

Mas, apesar da boa notícia, o coordenador do estudo, Joilson Dias, diz que, dependendo do comportamento da economia, essa tendência pode se inverter. "A classe social é um movimento constante. A pessoa pode reduzir padrão de vida, tendo de vender bens, assim como pode arrumar outra fonte de renda e melhorar nessa escala."

Já o sociólogo Marcelo Francisco de Assis, que atua no Observatório das Metrópoles, diz que é pouco provável que a classe E esteja extinta na cidade. "É claro que houve melhora, mas ainda existem muitas pessoas, nos bairros mais pobres, que tem renda abaixo de mil ou mesmo quinhentos reais."

Maioria pertence à classe B2

A maioria dos maringaenses pertence à classe B2, cuja renda é de R$ 2,5 mil. Cerca de 30% dos habitantes da cidade estão nessa situação. Em seguida vêm as classes C1 e B1. O estrato mais abastado, o A1, é o menor de todas, abrangendo menos de 3% das pessoas.

Dias diz que a posição da cidade é privilegiada em relação ao restante do país, onde predomina a classe C. "Maringá é um polo de educação. Por isso, produz profissionais de alto nível, que abastecem o setor de serviços, que é o que mais cresce no Brasil. Isso também cria mais profissionais liberais e mais empresários, o que aumenta a oferta de empregos", diz.

Os dados considerados na pesquisa foram obtidos in loco, em entrevistas feitas ao longo de três meses. Mais de 1,5 pessoas foram ouvidas.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.