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Numa tentativa de tentar desafogar a fila de espera dos pedidos de seguro-desemprego causada pela greve dos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Agência do Trabalhador de Maringá fez plantão de atendimento neste fim de semana. Porém, a procura pelo serviço no sábado (14) e domingo (15) foi pequena, segundo o gerente da entidade, Maurílio Mangolin.

Segundo Mangolin, o esperado era atender cerca de 200 pessoas no fim de semana, mas apenas 140 pessoas procuraram os serviços da Agência do Trabalhador. "Divulgamos em todos os veículos de imprensa, mas a procura ficou abaixo do esperado. Estávamos preparados para atender aproximadamente 300 pessoas", disse o gerente.

A greve dos funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já dura 12 dias e as filas continuam na Agência. Segundo Mangolin, o MTE responde por 55% da demanda dos pedidos de seguro-desemprego. "Isso está acumulando muito nosso trabalho", complementou Mangolin. Como a demanda diária é grande, os atendimentos continuam sendo agendados.

Paralisação com 97% de adesão

A greve dos servidores administrativos chega nesta segunda com 97% de adesão, segundo informações do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs). Em Maringá, cerca de 20 trabalhadores estão parados. O governo já iniciou negociações com a categoria e recomendou a volta ao trabalho, mesmo assim a greve segue por tempo indeterminado.

De acordo com o diretor do Sindprevs, em Curitiba, Gilberto Félix da Silva Júnior, os servidores de todo o estado foram convocados para uma Assembleia Estadual de Greve nesta terça (17), às 14 horas, na sede do sindicato, em Curitiba. Segundo Silva Júnior, na primeira reunião entre o comando de greve e o departamento de recursos humanos do MTE, ocorrida no dia 12, não houve qualquer avanço que sinalizasse a intenção do governo em atender às nossas reivindicações.

Reivindicações

Os servidores reivindicam a aprovação do plano de carreira específico para a categoria, que, segundo Santos, está "na gaveta" do Ministério do Planejamento. De acordo com o diretor sindical, o salário dos servidores que entraram em greve é o menor do poder executivo e a proposta do plano de carreira foi entregue no dia 20 de fevereiro e ainda não foi analisado pelo ministro Paulo Bernardo.

Os grevistas também reivindicam dois turnos de seis horas para manter jornada de trabalho com 12 horas de atendimento, além de convocação dos aprovados no último concurso.

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