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Investigações

Massacre ganha mandante e trio continua foragido

Poderoso traficante brasileiro que agiria no Paraguai teria fornecido armas, munição e dinheiro aos autores da maior matança da história do Paraná

  • PorGuilherme Voitch, enviado especial, com Folhapress
  • 24/09/2008 21:01
Covas abertas para o sepultamento dos corpos das vítimas da maior chacina da história do Paraná. Quinze pessoas foram mortas às margens do Lago de Itaipu, em Guaíra, na segunda-feira | Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
Covas abertas para o sepultamento dos corpos das vítimas da maior chacina da história do Paraná. Quinze pessoas foram mortas às margens do Lago de Itaipu, em Guaíra, na segunda-feira| Foto: Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo

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Entre as vítimas, havia quatro adolescentes

TOLEDO - Entre as vítimas da chacina de Guaíra estavam quatro adolescentes. Dois deles tinham 16 anos: Mizael Soares, filho do dono do sítio – o Polaco – e Leonardo de Mattos Prata. Outros dois, André Geraldo Martins e Alex Gonçalves de Brito, tinham 17 anos. Também foi morta Karen Soares, filha de Polaco, que tinha apenas 18 anos. Outro adolescente, Rogério Tavares de Oliveira, de 17 anos, está no hospital

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  • Veja quem são os suspeitos de autoria do crime

GUAÍRA - A prisão em "questão de horas" anunciada pelo secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, ainda não foi cumprida, e as investigações sobre a maior chacina da história do Paraná, ocorrida em Guaíra, no Noroeste do estado, ganharam novos rumos. A polícia apurou que o trio suspeito de ter promovido a matança – Jair Correa, Gleisson Correa, e Ademar Fernando Luiz – não preparou o crime sozinho. Segundo o delegado da Polícia Federal (PF) em Guaíra, Érico Saconato, uma quarta pessoa teria fornecido armas, munição e dinheiro ao grupo.

Esse quarto elemento, de acordo com Saconato, seria um traficante de drogas brasileiro que agiria no Paraguai, uma espécie de líder da distribuição das drogas. "O Polaco (Jossimar Marques Soares) estaria roubando carga dessa pessoa, que tem fama de perigoso e já tinha eliminado outros rivais", diz.

O contrabandista teria procurado Jair Correa, que já havia manifestado na cidade seu desejo de vingança contra Polaco por causa da morte do enteado, Dirceu de Souza Pereira. "O Jair seria o responsável por matar o Polaco e alguns membros da gangue, o que interessava a ambos", afirma o delegado da PF. "Ocorre que a coisa não aconteceu como o planejado e muita gente, alguns que não tinham nada a ver com a história, acabaram mortos."

A repercussão do crime, com a vinda de mais de 200 policiais para Guaíra, e o destaque que o caso ganhou na imprensa teriam incomodado contrabandistas e traficantes paraguaios. Por isso, segundo Saconato, existe a possibilidade de retaliação contra os autores da chacina. "Não é uma possibilidade descartada", ressalta.

Ontem, policiais da força-tarefa que atua nas investigações estiveram na cidade paraguaia de Salto del Guayrá. Ao lado de policiais paraguaios, eles fizeram buscas em casas e sítios da região. Mas não houve sucesso na empreitada.

Reconstituição

Peritos da Polícia Científica também fizeram a reconstitutição do crime na chácara onde o massacre ocorreu. A adolescente de 16 anos que conseguiu fugir, levando a filha de 2 anos e um menino de 9 anos, foi a principal fonte para o trabalho.

A jovem e o garoto foram as duas testemunhas que participaram da recriação da cena do crime. Um homem representou o marido da testemunha, que está entre os mortos. A moça e o menino sobreviveram ao ataque dos criminosos. A reconstituição durou cerca de duas horas e meia. A polícia reproduziu somente a cena do interior da casa.

A adolescente, mãe de um bebê de um ano e sete meses, considerada pela polícia a principal testemunha da chacina, disse que foi seu marido que salvou sua vida, a da filha e a do garoto de 9 anos. Os três conseguiram fugir do local ao pular uma janela.

De acordo com o relato da garota, o marido gritou e jogou o bebê no chão quando viu que ambos seriam mortos pelos criminosos. Ele chegou a agarrar um deles, mesmo baleado no pescoço. A adolescente pegou o bebê e pulou pela janela do local, durante o tiroteio. O mesmo aconteceu com o garoto, que conhecia alguns dos suspeitos.

A polícia reconstituiu essa cena para esclarecer dúvidas sobre os fatos que ocorreram dentro da casa. Um relatório sobre a reconstituição será anexado ao inquérito.

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