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Momento decisivo

Anseios que a Rio+20 alimenta

Conjunto de eventos da ONU começa hoje e vai reunir milhares de pessoas no Brasil para debater desenvolvimento sustentável

  • PorKatia Brembatti
  • 12/06/2012 21:12
Gazeta do Povo promoveu um bate-papo com ambientalistas, no final de maio. Eles relataram anseios e decepções | Antônio Costa/ Gazeta do Povo
Gazeta do Povo promoveu um bate-papo com ambientalistas, no final de maio. Eles relataram anseios e decepções| Foto: Antônio Costa/ Gazeta do Povo

Alto escalão

Autoridades políticas, ambientalistas, pesquisadores e empresários opinam sobre o que se pode esperar da reunião de cúpula sobre o meio ambiente:

Dilma Rousseff, presidente da República: "Teremos uma missão difícil, que será a de propor um modelo de crescimento que não seja muito confuso ou fantasioso."

Brice Lalonde, coordenador executivo da conferência: "Os governos estão lutando contra a crise, com o olhar voltado para o imediato. A Rio+20 os convida a esboçar serenamente um futuro para o mundo. Fazer as duas coisas é difícil, mas é o papel dos chefes de Estado."

Manish Bapna, do grupo americano World Resources Institute: "O mundo mudou profundamente nos últimos 20 anos devido à expansão da classe média, motivo pelo qual consumimos mais, usamos mais energia, exercemos mais pressão sobre os recursos naturais. A pobreza diminui, mas a desigualdade aumenta"

Sir John Sulston, da Universidade de Manchester: "Podemos escolher reequilibrar o uso dos recursos segundo um esquema de consumo mais igualitário e reformular nossos valores econômicos, para refletir realmente sobre o que nosso consumo significa para o planeta e ajudar os indivíduos a tomar decisões informadas e livres. Ou podemos não fazer nada e nos deixar levar por um redemoinho de problemas que conduzem a um futuro menos equitativo e inóspito."

Agenda

Hoje começam a reunião preparatória do documento final da Rio+20 e o Encontro Global dos Municípios. Na sexta-feira, a Cúpula dos Povos será aberta

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Uma mistura de emoções e expectativas toma conta de paranaenses que aguardam o início dos eventos da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Desenvolvimento Sustentável – que começam hoje no Rio de Janeiro e terminam no dia 23 de junho. Pessimismo, euforia, descrença, esperança são algumas das emoções captadas numa consulta que a Gazeta do Povo fez com ambientalistas sobre a Rio+20. O que esperar desse megaevento ambiental? Que legado o conjunto de encontros da Rio+20 pode deixar?

Os entrevistados são unânimes apenas ao afirmar que conferências como a Rio+20, ao atrair a atenção de tantas pessoas, têm a vantagem de colocar os assuntos ambientais em pauta. Alguns ambientalistas consideram que pouco é efetivamente definido, mas a reunião de pessoas para debater os rumos do planeta já significaria um avanço. "A Rio+20 vai decidir o que já está decidido", diz o consultor ambiental Cesar Menezes. Para ele, conseguir que os diplomatas e delegados que representam os países-membros da ONU cheguem a um consenso com metas claras e objetivas é quase impossível. O modelo adotado nessas conferências internacionais estabelece que apenas o que é aceito por todos os integrantes pode passar a ser exigido de todos os países. Menezes ainda lamenta a ausência de vários chefes de estado e de delegações dispostas a se comprometerem com esforços reais para diminuir impactos ambientais.

Vitrines

O professor Carlos Mello Garcias, do programa de mestrado e doutorado em Gestão Urbana da PUCPR, vai levar consigo, para o Rio de Janeiro, um texto elaborado a partir dos anseios de muitos paranaenses. Integrante de um fórum que debate os temas da Rio+20 muito antes de começarem a ser montadas as primeiras estruturas da conferência, ele relata que o documento está em fase final de elaboração e que, em breve, será divulgado. Garcias gostaria que a conferência fosse capaz de definir ações específicas, baseadas em parâmetros e desafios reais.

O arquiteto e urbanista francês Laurent Sermanet, radicado em Curitiba, não alimenta grandes esperanças em ações ambientais efetivas que partam de governantes. "A sociedade civil muda muito mais rápido do que os governos. Ou seja, não precisa esperar só as decisões das convenções", avalia. O diretor executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Clóvis Borges, aposta na relevância dos chamados eventos paralelos, que são promovidos por empresas, pesquisadores e entidades durante a conferência principal. "É uma vitrine. Podem surgir muitas inovações", aponta. Nas centenas de eventos paralelos programados para as próximas duas semanas serão divulgados projetos, novas parcerias e investimentos e resultados de pesquisas.

O papel dos jovens – que estão acompanhando pela primeira vez um grande evento ambiental – também entra em discussão em plena efervescência da Rio+20. Bianca Blanco, do grupo Ecoberrantes, acredita que pode ser um momento para o enfoque nos debates ambientais e "no despertar das pessoas". Formas alternativas de participação política, como a Cúpula dos Povos, podem se tornar mais relevantes no engajamento social do que a parte diplomática da Rio+20. Para Lucas Kotovicz, integrante da organização estudantil Aiesec, a conferência da ONU deve promover a avaliação sobre a responsabilidade das atuais e das futuras gerações.

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