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investigação

Menino de 11 anos diz que amigo morto por PM não estava armado

Na segunda versão, o menino afirmou que o amigo dirigia e atirava. Mas quando o carro bateu e parou, não houve tiroteio

    • Estadão Conteúdo
    • 07/06/2016 12:20
     | Foto: Diogo Moreira/ A2 FOTOGRAFIA/Fotos Públicas
    | Foto: Foto: Diogo Moreira/ A2 FOTOGRAFIA/Fotos Públicas

    O menino de 11 anos que se envolveu em um furto de carro que terminou em perseguição e na morte do amigo de 10 anos, baleado na cabeça por um policial militar, prestou um terceiro depoimento no domingo (5) na Corregedoria da Polícia Militar. Dessa vez, ele afirmou que o amigo não estava armado e que o revólver foi plantado pelos policiais.

    A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada ao Estado de S. Paulo pela mãe do menino.

    A reportagem apurou que os corregedores foram buscar o menino e a mãe em casa. Depois seguiram para a sede da Corregedoria, no Bom Retiro, na região central da capital paulista. Para conquistar a confiança da criança, uma psicóloga ficou conversando com ela em uma espécie de brinquedoteca. Lá, ele contou a nova versão. Em seguida, o depoimento oficial foi realizado.

    Na primeira versão, gravada em vídeo pelos policiais envolvidos na ocorrência, o menino disse que ele e o amigo furtaram um carro de um condomínio, na Vila Andrade, na zona sul, e foram perseguidos pela PM. O garoto de 10 anos dirigia e atirava contra os policiais. Quando o veículo bateu, ele ainda fez um último disparo e foi morto no revide. Ele ainda afirmou que levou um tapa e foi ameaçado pelos policiais.

    Na segunda versão, o menino afirmou que o amigo dirigia e atirava. Mas quando o carro bateu e parou, não houve tiroteio. O policial de moto chegou e atirou na cabeça do garoto. O sobrevivente saiu do carro, foi colocado no chão, levou um tapa e foi ameaçado pelos policiais.

    A mãe do menino morto será ouvida na manhã da terça-feira (7) no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso. O menino sobrevivente deve ser chamado novamente para prestar depoimento.

    ‘É evidente que menores estavam armados’, diz Alckmin

    O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse na segunda-feira (6), que assistiu ao vídeo do garoto sobrevivente de 11 anos, colega do menino de 10 morto com um tiro na cabeça por policiais militares na noite de quinta-feira, 2, e que “parece ser espontâneo”.

    O vídeo mostra a criança de 11, sentada em uma viatura policial, sendo interrogada por PMs logo após a perseguição que terminou em morte. O governador afirmou que nenhuma hipótese está descartada e defendeu uma apuração “rigorosa”. Segundo Alckmin, é “evidente” que os dois estavam armados.

    “Nenhuma hipótese está descartada. É evidente que os menores estavam armados. Houve tiro. Mas vamos aguardar a apuração com todo o rigor”, afirmou o tucano em agenda pública no Palácio dos Bandeirantes. “Uma tragédia. Uma criança com uma vida toda pela frente. É grave.”

    Embora tenha dito ser “evidente” que os menores estavam armados, ao ser questionado sobre as evidências preferiu não detalhar. “Foi encontrada a arma... Vamos aguardar toda a perícia.”

    Em seguida, afirmou que os policiais envolvidos na ação já foram afastados e que, agora, é preciso aguardar a perícia e a apuração.

    A investigação, destacou, será conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) “com todo o rigor”.

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