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Seguranças do shopping confirmaram à reportagem que a orientação é pedir o documento de identidade para quem aparenta ser menor de idade e não deixar passar os que estão desacompanhados | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Seguranças do shopping confirmaram à reportagem que a orientação é pedir o documento de identidade para quem aparenta ser menor de idade e não deixar passar os que estão desacompanhados| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Após conseguir uma liminar judicial nesta sexta-feira (15), o Shopping Palladium barrou a entrada de menores desacompanhados dos pais ou de maiores de idade neste domingo (17), em Curitiba. A reportagem apurou que, entre 11h30 e 12h15, pelo menos dez rapazes, todos com menos de 18 anos, foram impedidos de entrar no empreendimento pelos seguranças. À tarde, os documentos continuavam sendo pedidos.

A medida ocorre após um tumulto dentro do shopping no fim de semana de passado, que levou ao fechamento de lojas e à detenção de jovens– segundo o Palladium, a decisão foi solicitada em função do temor de novos confrontos dentro do shopping ou no entorno. A liminar foi concedida pelo juiz Paulo Bezerril Tourinho, de Curitiba.

Valdir Manoel Lacerda, 17 anos, e mais cinco amigos, todos menores, foram impedidos de entrar. “Só queríamos comer alguma coisa e ver uma camisa, mas os seguranças falaram que tem de vir acompanhado. É a primeira vez que acontece isso”, relata. Pela manhã, funcionam apenas alguns quiosques e os estabelecimentos da praça de alimentação, enquanto as lojas abrem à tarde.

Wverlan dos Santos Machado, 17 anos, estudante, só conseguiu entrar porque estava acompanhado do primo Magdiel Vidal dos Santos, de 19 anos. Os jovens foram parados pelos seguranças, que checaram os documentos de identidade, e em seguida liberados para entrar no local. “Sabia que na semana passada teve confusão, mas não sabia que tinha acontecido nesse shopping”, diz Magdiel que foi até o local para “comer alguma coisa”.

Apoio

Lojistas ouvidos pela reportagem apoiam a medida judicial. “Confusões como a da semana passada são recorrentes. São grupos de jovens que furtam os clientes e arremessam objetos do andar de cima. É perigoso para os nossos clientes e para as crianças”, explica a proprietária de um quiosque de brinquedos que prefere não ser identificada.

A funcionária de um quiosque de sorvete, que também pediu para ficar anônima, tem a mesma opinião: “Tem que ter [esse tipo de medida], porque a coisa está feia”, afirma.

Por volta das 12h, mais quatro adolescentes foram barrados na entrada. “É só pela nossa roupa. Só queríamos tomar uma água. A gente vai também no [shopping] Mueller e lá é de boa, só nesse shopping acontece isso”, contam Lucas Leandro, 15, e Bruno Hernandes, 17. O grupo vestia boné, óculos de sol, bermuda e tênis.

Seguranças do shopping confirmaram à reportagem que a orientação é pedir o documento de identidade para quem aparenta ser menor de idade e não deixar passar os que estão desacompanhados.

A Polícia Militar fazia monitoramento na praça em frente ao shopping.

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