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Morre o jornalista Mussa José Assis

Ele estava internado na UTI do Hospital Cruz Vermelha desde a terça-feira de carnaval, dia 12 de fevereiro

  • Edilson Pereira, da Tribuna do Paraná, e Gazeta do Povo
  • Atualizado em às
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O jornalista Mussa José Assis, ex-diretor de Redação dos jornais O Estado do Paraná, Tribuna e do portal Paraná Online, faleceu nesta quinta-feira (21), em Curitiba, aos 69 anos de idade, em decorrência de complicações pulmonares. Ele estava internado na UTI do Hospital Cruz Vermelha desde a terça-feira de carnaval, dia 12 de fevereiro.

O velório do jornalista vai acontecer na capela 3 do Cemitério Municipal de Curitiba, com previsão de início para as 22 horas.

Mussa era casado com a Sra. Guiomar, com quem teve seis filhos. Um deles, Francisco Zerbeto de Assis, seguiu a carreira do pai e chefiou a redação de O Estado do Paraná por quase uma década, até o início de 2011. Os demais filhos são Marcelo (engenheiro cartógrafo), Rodrigo (engenheiro civil), Érika (veterinária), Fernanda (juíza) e Claudio (advogado).Antes de marcar época no comando de O Estado do Paraná, Mussa foi, ainda adolescente, nos anos 60, Secretário de Redação do Última Hora, em São Paulo, trabalhando ao lado de Samuel Wainer. Foi ainda diretor de Redação de Correio de Notícias, em Curitiba, nos anos 80 e Secretário de Comunicação do Paraná no governo de Álvaro Dias (PMDB).

Paulista de Pompéia, ainda jovem Mussa fez de Curitiba o seu lar, onde se casou e onde nasceram os seus seis filhos. Na capital paranaense, recebeu títulos de Cidadão Honorário de Curitiba e do Paraná. Sempre alvo de honrarias e reconhecimento, no último dia 16 de dezembro foi homenageado em sua casa por jornalistas com quem trabalhou nas redações em que comandou e também por seus alunos na Pontifícia Universidade Católica e na Universidade Federal do Paraná.

“Ele foi tudo para mim”

O jornalista Francisco Zerbeto de Assis declarou que “passei a vida inteira perto de meu pai, tanto que segui a mesma profissão. Ele foi tudo para mim. Como homem, exemplo de caráter de profissional”. A jornalista Sâmar Razzak, que trabalhou com Mussa, declarou em uma rede social: “Um dos profissionais mais íntegros do jornalismo. Num episódio de injustiça profissional inimaginável que eu vivi, o Mussa foi o primeiro a me ajudar. Jogou meu currículo de lado e disse que não precisava daquilo. Que me conhecia e sabia da minha competência. E ele nunca tinha me visto na vida”.

O jornalista Aroldo Murá G. Haygert é autor de uma breve biografia de Mussa José de Assis, na qual reúne depoimentos de vários profissionais, como o chargista Dante Mendonça, que conviveu com Mussa por mais de 30 anos e a quem considerava “uma espécie de pai”. Sobre ele, Mendonça disse: “Ele não te surpreenderá, não te trairá”. Mendonça também destacou a “incomparável capacidade de trabalho”, que o levava a fumar “um cigarro atrás do outro”, hábito que com os anos acabou provocando os problemas pulmonares que o vitimaram.

Luiz Augusto Xavier, jornalista especializado em esportes e que conviveu diariamente com Mussa desde 1976 em O Estado do Paraná, observa outra das inúmeras virtudes: “O que me impressionava nele era a acuidade com que aferia se alguém tinha talento ou não para o jornalismo”. Para Xavier, Mussa era um verdadeiro “fabricante de talentos”. A essa qualidade, ele acrescenta outra para explicar o tipo humano e profissional de Mussa: “Ele tudo observava numa redação, nada lhe passava despercebido” e “tinha um texto esplendidamente objetivo”.

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