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Educação básica

Nota do Ideb regrediu em um terço das cidades do Paraná

Estado tem redes municipais no topo do ranking nacional, com avaliações próximas de 8, enquanto outras não chegam à média 4

  • PorJônatas Dias Lima
  • 05/09/2012 21:04
O município de Santa Terezinha do Itaipu alcançou a segunda maior média do estado: 7,5. Desempenho se deve, em parte, à qualificação dos professores | Divulgação/Prefeitura de Santa Terezinha do Itaipu
O município de Santa Terezinha do Itaipu alcançou a segunda maior média do estado: 7,5. Desempenho se deve, em parte, à qualificação dos professores| Foto: Divulgação/Prefeitura de Santa Terezinha do Itaipu

Prova Brasil

O cenário paranaense fica mais otimista quando se observam os resultados apenas da Prova Brasil, exame que integra o Ideb (junto com dados sobre aprovação escolar). 90% dos municípios melhoraram a nota na última edição. Este resultado indica que o abandono escolar e às reprovações puxaram a média para baixo.

Evolução

O segredo dos que progrediram

Nenhuma das redes municipais que mais progrediram nas últimas edições do Ideb investiu em inovações chamativas. De acordo com gestores públicos, o segredo desses municípios foi fazer o essencial com eficiência e agir com precisão em problemas pontuais.

Santa Terezinha do Itaipu

Localizada no extremo Oeste do estado, na fronteira com o Paraguai, o município alcançou a nota 7,5, a segunda maior do estado. O progresso foi de 1,1 ponto desde a divulgação de 2009 e a cidade ainda conseguiu ficar um ponto acima da média prevista para ser atingida só em 2022 nos anos iniciais do ensino fundamental. Segundo a secretária municipal de Educação, Nelsi Freiberger, o desempenho se deve, entre outros fatores, à qualificação dos professores da rede e ao alto investimento em infraestrutura. Segundo ela, 80% dos 239 docentes têm pós-graduação.

Ivaté

Depois da nota 4,7 no Ideb de 2009, a primeira medida da prefeitura da cidade, que fica no Noroeste, foi a implantação de uma biblioteca, o que até então não existia. De acordo com Silvana dos Santos Fonseca Barbosa, pedagoga da equipe de ensino do município, duas formadoras foram contratadas para trabalhar exclusivamente com a capacitação de professores e foi dada ênfase às aulas de leitura. Os esforços surtiram resultado. O índice do município deu um salto de 1,7 ponto, chegando à média 6,4.

Joaquim Távora

No município do Norte paranaense, o envolvimento das famílias e o reforço escolar foram apontados pela secretária municipal de Educação, Edna Maria Parazzi Martini, como o segredo dos bons resultados que colocaram o município no topo do ranking estadual. Alunos com dificuldades ou notas ruins têm duas horas a mais de aula, no contraturno, e a inclusão dos pais nas atividades escolares é uma regra lembrada em todas as disciplinas. A cidade ficou com 7,7 no índice. Desde a primeira medição, realizada em 2005, o crescimento foi de 4,1 pontos.

  • Santa Terezinha do Itaipu também investiu no bem-estar das crianças: todas as salas de aula foram equipadas com ar-condicionado, já que na cidade as temperaturas chegam a 40°C no verão

Cerca de 30% das redes municipais de educação no Paraná regrediram no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) quando comparados os desempenhos nas duas últimas edições da avaliação, em 2009 e 2011. Embora a média do estado nos anos iniciais do ensino fundamental (1.º a 5.º ano) tenha aumentado de 5,4 para 5,6, a quantidade de municípios que tiveram um rendimento pior do que na edição anterior chega a 112. Os números exibem o que a média do estado esconde quando vista de forma isolada: a discrepância da qualidade da educação entre as redes municipais faz com que o Paraná tenha representantes no topo do ranking nacional, com desempenhos próximos de 8, enquanto outros não chegam à média 4.

Entre os municípios que pioraram seu desempenho, a maior queda ocorreu em Santa Amélia, no Norte do estado, que havia alcançado nota 5,8 no índice de 2009. A cidade, que teve o prefeito afastado em abril por improbidade administrativa, passou para 4,1 no Ideb de 2011.

A 400 km de Santa Amélia, o município de Ivaté foi o que obteve o maior progresso. Entre 2009 e 2011 o desempenho das escolas da cidade cresceu 1,7 ponto, saindo de 4,7 para 6,4. Quando analisadas as notas desde a primeira divulgação do índice, em 2005, a variação positiva chega a 4,1 pontos.

Segundo Andrea Ber­gamaschi, coordenadora geral do movimento Todos Pela Educação, essa diferença de desempenho entre um município e outro é um dado que deve ser estudado pelos gestores públicos do Paraná. "A média do estado não é ruim, mas ,como toda média, esconde algumas fragilidades e quando se trata de qualidade na educação é preciso buscar retornos mais específicos", pondera.

Andrea lembra que para o Ministério da Educação o Ideb é importante para o diagnóstico de vários problemas e para a definição de políticas públicas, como as que visam à inclusão. Mas a melhoria de desempenho exige ações voltadas a cada escola e aluno.

Cenário mais otimista

Embora seja grande o desafio de equiparar a qualidade educacional de municípios com realidades tão distintas, o cenário fica mais otimista quando se observam os resultados apenas da Prova Brasil, exame que integra o índice (junto com dados sobre aprovação, reprovação e evasão escolar). Dos 383 municípios paranaenses que aplicaram a prova em 2009 e 2011, 90% melhoraram a nota na última edição.

O resultado indica que, em grande parte dos municípios que regrediram no índice, o abandono escolar e as reprovações foram os responsáveis por puxar a média para baixo. Para Andrea, esses problemas devem ser encarados com a mesma seriedade das notas baixas. "Estar na escola e passar de ano são componentes que precisam andar sempre juntos. O Ideb nos permite ver isso", avalia.

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