O Paraná está acima da média nacional nos casos de feminicídios (mortes de mulheres causadas por violência doméstica). Conforme levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), no estado são 6,49 feminicídios para cada 100 mil mulheres, contra 5,82 mortes da média nacional.

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Na Região Sul, o Paraná está acima do Rio Grande do Sul (4,64) e de Santa Catarina (3,28).

O Mapa da Violência de 2012 aponta o Paraná na terceira colocação entre os estados do Brasil com mais mortes de mulheres (o estudo não especifica o crime de feminicídio). Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, está em segundo lugar no ranking dos municípios (com população acima de 26 mil mulheres) com mais homicídios de mulheres.

Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo acreditam que o serviço no Paraná precisa melhorar, se for levado em conta os índices de mortes de mulheres e o fato de a casa-abrigo ser uma alternativa para evitar o feminicídio.

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Na opinião do professor Guilherme Brenner Lucchesi, da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), algo precisa ser feito para mudar esse panorama. “Seria melhor criar mais vagas nessas casas já existentes e aumentar a estrutura social e psicológica.”

Em alguns casos, segundo as prefeituras ouvidas pela reportagem, as mulheres podem ser encaminhadas para viver com as famílias, ao invés de irem para casas-abrigo.

Para a presidente da Comissão de Estudos Sobre Violência de Gênjero da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR), Sandra Bazzo Barwinski, o encaminhamento para locais sigilosos é o mais adequado. “A obrigação de manter a integridade física e moral dessa mulher é do Estado e não das famílias”, aponta.

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