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meio ambiente

Parque de Vila Velha inicia nova etapa de manejo com uso de fogo controlado

Uso da técnica que emprega incêndios controlados para extinguir espécies invasoras e recuperar vegetação original está completando um ano

  • Da Redação
A queimada serve para extinguir as espécies invasoras e recuperar a vegetação típica dos campos gerais | IAP
A queimada serve para extinguir as espécies invasoras e recuperar a vegetação típica dos campos gerais IAP
 
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O Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa (Campos Gerais) realiza nesta terça (11) e quarta-feira (12) mais uma etapa de manejo para extinguir espécies invasoras na área da reserva ecológica. A técnica usada é pioneira e emprega o uso de incêndios controlados para matar a vegetação que não faz parte da flora local. Com isso, espera-se que a mata original se recupere posteriormente. Ao todo, cerca de 100 hectares – alguns trechos, inclusive, próximos a área onde os visitantes circulam – devem ser queimados nesses dois dias. O fogo é monitorado por técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), pesquisadores e por bombeiros.

O objetivo desse manejo – que começou a ser empregado em agosto do ano passado – é devolver ao parque as mesmas características que ele tinha em 1953, quando a unidade foi criada por decreto estadual. A expectativa é que a técnica seja adotada em etapas ao longo da próxima década.

“Em locais onde já aplicamos o manejo com fogo controlado é possível perceber a presença de espécies de fauna e flora típicas de campos que não eram, ou nunca foram registradas anteriormente”, disse o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto em entrevista à Agência Estadual de Notícias, órgão oficial de comunicação do governo do estado.

Segundo o IAP, o uso da técnica do fogo controlado nessa época do ano, mais seca, é justamente para facilitar a propagação das chamas, o que torna a queimada mais rápida. Além disso, ocorre antes da época de reprodução da fauna local. Ainda conforme o instituto, após o início do uso do manejo por queimada houve aumento do número de registros de animais típicos da região circulando na reserva ambiental.

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