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Nove gestores da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a própria empresa foram indiciados pela Polícia Federal na quarta-feira (6) por poluírem o Rio Iguaçu. De acordo com o delegado Rubens Lopes da Silva, o tratamento de esgoto não é feito pela empresa ou ocorre de forma inadequada, embora o serviço seja cobrado dos paranaenses. Outros 30 funcionários da Sanepar foram indiciados pela PF à época da deflagração da "Operação Iguaçu – Água Grande", em setembro de 2012.

Silva afirmou que os 39 indiciados são membros do conselho administrativo, diretores e gerentes regionais da Sanepar. Os funcionários responsabilizados pela poluição do rio são os que estavam à frente da empresa em setembro do ano passado. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. Gestores da companhia de períodos anteriores serão investigados posteriormente, de acordo com o delegado.

As trinta e nove pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica e também por seis crimes ambientais: provocar poluição em curso de água; destruir floresta ou mata em área de preservação permanente; causar poluição que resulte em dano à saúde; fazer instalação sem licença ambiental; omitir a verdade; e dificultar a ação fiscalizatória de órgão ambientais. A Sanepar (pessoas jurídica) foi indiciada pelos mesmos seis crimes ambientais.

"Os gestores da empresa tinham conhecimento de todas as irregularidades. Os documentos apreendidos comprovam isso e também que informações eram omitidas dos órgãos ambientais", afirmou o delegado da PF.

Silva aguarda um laudo pericial dos documentos apreendidos para concluir o inquérito, o que deve ocorrer no fim de junho. Segundo ele, 150 mil comparações estão sendo feitas pela entre as análises da carga de poluição da Sanepar e os parâmetros permitidos por lei.

Outro lado

A Sanepar negou as acusações por meio de nota oficial. Segundo a empresa, os procedimentos para tratamento de esgoto estão de acordo com a legislação.

A companhia de saneamento disse também que as estações de tratamento de esgoto são eficientes e atendem a legislação no tocante a qualidade. "A direção da Sanepar prestou todos os esclarecimentos, está e estará sempre à disposição para prestar informações solicitadas por órgãos legais", diz a nota.

O entendimento da Sanepar é de que não houve indiciamento formal dos diretores, gerentes e empregados da empresa.

A empresa destacou ainda que tem investido R$ 180 milhões na reforma, ampliação e modernização das estações de tratamento Belém, Atuba Sul, Cachoeira e Santa Quitéria, na região metropolitana.

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