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Facções criminosas

Como as plantações de maconha ajudaram a espalhar o crime pelo país e chegaram à Amazônia

  • Por Leonardo Desideri
  • Brasília
  • 30/07/2020 20:45
plantações de maconha
Plantações de maconha encontradas durante uma operação policial em Terra Alta, no Pará.| Foto: Leonardo Santana/Polícia Civil

Há quase cinco décadas, há uma área do Nordeste conhecida popularmente como “Polígono da Maconha”, que abriga grandes plantações da droga, abrangendo principalmente municípios do sertão da Bahia e de Pernambuco. Dados da Polícia Federal (PF) de 2019 e 2020 sugerem que o alcance geográfico de plantios do tipo pode estar aumentando, chegando aos estados do Maranhão e do Pará e penetrando a floresta amazônica.

Em 2019, segundo um relatório da PF obtido pela Gazeta do Povo, a polícia encontrou e destruiu plantações nesses dois estados com um peso projetado de 97,3 toneladas de maconha e uma área de 239,8 mil m², o que equivale a cerca de 33 campos de futebol.

A descoberta de plantios no Pará e no Maranhão não é novidade, pois já havia ocorrido em 2015 e em 2011, mas a quantidade encontrada em 2019 chama a atenção: correspondeu a 20,4% do total erradicado pela PF no Brasil em 2019. Um dos municípios mencionados pelo relatório como alvo de operações no ano passado, Concórdia do Pará, fica próximo à Bacia do Capim, que chega à Baía do Marajó, de onde a maconha costuma sair para grandes centros do Brasil.

No total, em 2019, a polícia destruiu 1,6 milhão de pés de maconha no Brasil, contra 968 mil em 2018. O recorde dos últimos dez anos ocorreu em 2017, quando a PF erradicou 1,9 milhão de plantas de maconha. Em 2020, considerados dados que vão até o dia 10 de julho, o número já é maior que o de 2018: 983 mil pés de maconha destruídos.

Focos de plantio de maconha se pulverizam e carregam a criminalidade

Segundo Luis Flavio Sapori, coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Segurança Pública da PUC Minas, o crime organizado busca alternativas para fugir da fiscalização feita no Polígono da Maconha, o que provoca uma pulverização dos focos de plantio.

“O Polígono da Maconha é um conhecido de décadas no Brasil. Não é nenhuma novidade. A intensificação da repressão a esse centro produtor sem dúvida aumentou os custos e levou a perdas dos produtores da maconha”, afirma.

Segundo Sapori, “pulverizar o centro produtor é uma estratégia racional lógica, porque dificulta a fiscalização”. “Quanto mais concentrados os territórios, maior a capacidade da tecnologia disponível hoje de verificar e reprimir. À medida que você pulveriza, não há dúvida de que a dificuldade fica bem maior para a vigilância e a fiscalização”, afirma.

Outro fator que pode explicar o processo migratório para áreas mais interiorizadas é o isolamento. “Há rincões do Norte e Nordeste com baixo grau populacional. Regiões longínquas, fazendas, terras mais afastadas de centros urbanos… Certamente isso dificulta a fiscalização”, destaca Sapori.

José Maria Nóbrega, doutor em Ciência Política e líder do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), diz que a migração é uma característica comum de qualquer tipo de atividade criminosa. “O crime migra. Quando você começa a fazer muitas operações policiais e fechar o espaço num determinado lugar, a tendência é que o crime migre para outro”, explica. “O crime migra e, com ele, o conflito”, acrescenta.

A própria expansão de uma atividade ilícita qualquer, segundo Nóbrega, é um fator de aumento da criminalidade. “Todo mercado ilegal gera conflito, criminalidade, contravenção… Isso gera muitos assassinatos, principalmente quando você tem rivais.” Um agravante, no caso da Amazônia, é a dificuldade de vigilância. “A floresta amazônica é imensa. A probabilidade de você ter atividade criminosa sem que a polícia fiscalize é maior”, afirma o professor.

Segundo Nóbrega, a expansão do processo migratório da criminalidade para o Norte e o Nordeste fica evidente até mesmo por meio dos números da criminalidade em cada região. “Se pegarmos um histórico dos últimos 20 nos da violência no Brasil, vamos ver como as taxas de homicídio na região Sudeste diminuíram, e como aumentaram no Nordeste. Enquanto no Sudeste vinha caindo, no Nordeste vinha crescendo. O gráfico é até interessante: enquanto há um crescimento da série histórica no Nordeste, no Sudeste se dá justamente o inverso. Um dos fatores dessa inflexão é o processo migratório”, observa.

Norte e Nordeste são polos exportadores de maconha

Segundo Sapori, a crescente pulverização do plantio de maconha pelo Norte e Nordeste é mais um sinal de que essa regiões se tornaram polos exportadores de maconha.

“O Norte e o Nordeste têm se transformado, de uns dez, 15 anos para cá, em um polo importante do tráfico internacional, da droga que passa pela fronteira amazônica, escoada pelos portos e aeroportos do norte e do nordeste”, afirma.

À medida que o cultivo da maconha se expande para novos locais, segundo o professor, o peso da economia ilícita na região aumenta, o que tende a fortalecer o poderio das facções criminosas nas duas regiões.

Elas se firmaram como centros importantes para o agronegócio brasileiro. De acordo com o professor, é natural que isso também favoreça a plantação de maconha. “Encontraram as condições propícias de solo, em certos locais onde o clima é favorável, e onde o custo de plantação é baixo, o que favorece imensamente a lucratividade do processo de comercialização”, afirma Sapori.

Nóbrega afirma que a rentabilidade da maconha acaba levando produtores que atuavam legalmente a entrarem no mercado ilícito. “No Polígono da Maconha, muitos agricultores deixaram de produzir suas batatas e cebolas, ou continuaram produzindo só de fachada, e começaram a plantar maconha. Com um quilo de maconha você ganha muito mais dinheiro do que com um quilo de batata”, diz. “Não são todos os agricultores. Às vezes não é a maioria, mas é um percentual que vai ter um impacto grande na produção e na comercialização disso”, salienta.

Expansão sinaliza processo de nacionalização de facção criminosa

Segundo os especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, o Norte e o Nordeste do Brasil têm hoje um processo de expansão da atuação dos grandes grupos do crime organizado brasileiro, em especial do Primeiro Comando da Capital (PCC).

“As facções criminosas, tanto o PCC como o Comando Vermelho e as facções locais, se fortaleceram nos últimos dez anos na região. O Norte e o Nordeste do Brasil têm que desenvolver políticas públicas mais consistentes e inteligentes de enfrentamento ao crime organizado. O crime organizado não é mais um ‘privilégio’ da região mais rica do Brasil”, diz Sapori.

Para Nóbrega, o PCC atingiu uma hegemonia no Sudeste que acaba sendo um dos fatores, hoje, para a queda nos índices de violência dessa região, especialmente em São Paulo. Mas, nas regiões Norte e Nordeste, a escalada da violência continua, porque o PCC ainda está em conflito com outras facções pela hegemonia no narcotráfico – em especial em estados como Ceará e Amazonas.

“Há um projeto do PCC de se tornar hegemônico no país. Mas nossos parlamentares parecem não estar preocupados com isso. Nem o Bolsonaro, de quem a gente esperava uma ação mais enérgica, já que ele veio com a agenda da segurança pública mais conservadora, mais enérgica… Ele fez muito pouco”, critica Nóbrega.

Para o professor, não basta mudar a legislação relacionada ao porte e à posse de armas. “Flexibilizar as armas para que o civil tenha acesso a essas armas não vai diminuir a violência. Ao mesmo tempo em que a flexibilização das armas não tem relação com o crescimento da violência, também não tem relação com a sua redução. O que reduz crime e violência é a ocupação do espaço pelo Estado. Agir aplicando a lei. E isso é o que precisa ser feito”, diz.

Nóbrega alerta para o fato de que “o PCC tem um grande projeto”. “É uma grande ameaça à democracia, uma grande ameaça ao nosso regime político. Tem um projeto de poder claro, e está aí atuando. E a gente não sabe se existem pessoas ligadas ao PCC até no Legislativo ou no Judiciário. Não sabemos. E, muito provavelmente, há (pessoas envolvidas). Senão o PCC não teria chegado a ser o que é hoje, com o poder financeiro que tem.”

O professor critica ainda “a ausência de um projeto de segurança pública que leve em conta todas as idiossincrasias do país”. Segundo ele, há poucas condições operacionais e técnicas para desmantelar os plantios de maconha.

“Para que haja uma mudança na realidade, precisamos de instituições coercitivas – polícia, Ministério Público, órgãos do Poder Judiciário, sistema carcerário… – trabalhando em conjunto em um grande plano nacional de segurança pública que tenha como meta acabar com o tráfico de drogas. Não tem esse negócio de arrefecer. Nós temos que destruir isso. Nenhuma nação vai para a frente com o crime organizado e o tráfico de drogas no patamar em que está”, afirma Nóbrega..

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Comentários [ 12 ]

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    CARLOS VICTOR BRUNE

    ± 0 minutos

    Torna-se necessário com urgência a ocupação ordenada da Amazônia. É possível sim a convivência do homem lá com sustentabilidade. Esses ataques contra o povo que lá vive (mais de 25 milhões de brasileiros), criminalizando-os em nada ajuda, muito pelo contrário; está se criando verdadeiros contingentes de pessoas pobres e marginalizadas, sem instrução e profissão digna. É preciso sim dar um destino digno aquela região, com desenvolvimento e vida digna, caso contrário virará um território sem lei. Amazônia é 66% do território brasileiro.

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    Doarcy Junior

    ± 1 horas

    o pior cego é aquele que não quer enxergar .... do plantio, beneficiamento, transporte e comércio ... todos estão envolvidos para atender prontamente os usuários ... será que da dinheiro essa cadeia produtiva ? será que tem vista grossa ? será que tem peixe grande ?

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    Marcelo Faria

    ± 3 horas

    Mas os órgãos do poder público estão mais interessados em acabar com a Lava Jato do que com combater o crime organizado. Portanto, concordo como professor; tem que haver conivência de políticos e autoridades para que o crime organizado não seja combatido e sim combater quem está prejudicando o crime organizado. Estamos vendo o ataque do STF, PGR, OAB, CNMP e políticos à Lava Jato. O que mais será preciso para abrir os olhos?

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  • N

    Noscca

    ± 3 horas

    R$4 Bi estima-se o valor movimentado anualmente no comércio apenas da maconha. Legalize a droga e tenhamos esse valor gerando empregos, tributos de quebra quebrando o financiamento ao crime.

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  • C

    Chaz CWB

    ± 4 horas

    Vê-se que maconha dá dinheiro, e que a guerra não funciona, os criminosos estão sempre um passo a frente. Legalizar e lucrar é o caminho.

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    Irani Maciel

    ± 6 horas

    Falta vontade política. Um acordo "travado", que permitisse às autoridades varrerem o território nacional, iria conter de modo muito mais eficaz a escalada dos narco-empresários. Mas como fazer isso, quando "suspeitamos" que políticos influentes estejam se beneficiando do crime? E então, em movimento circular, retornamos à corrupção, com a qual se compram delegados, vereadores, deputados, senadores, governadores... a polícia? Ah, esses sofredores somente cumprem ordens - mas eles SABEM ONDE ESTÁ O CRIME. Sempre.

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    Meg Litton

    ± 6 horas

    Brasil, mais conhecido como "Colômbia"???

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  • S

    Sergio

    ± 7 horas

    E os militantes ambientais maconheiros preocupados com o desmatamento. Afinal, plantações de maconha podem ser ambientalmente correto, pois, devem ser plantadas disfarçadas entre as árvores, portanto, é menos degradante.

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  • D

    Destemido

    ± 9 horas

    Cidades nordestinas inteiras vivem às custas da narcoeconomia e pasmem plantadas em terras devolutas da união. Teve um boom após anos de desgovernos esquerdistas.

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  • T

    TOATOA

    ± 10 horas

    Se fosse liberado não haveria crime. Crime é o Trafico. Até quando vão ficar enxugando gelo?

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    Celito Medeiros

    ± 15 horas

    Tudo em termos Comerciais tem a ver com Oferta e Demanda. Além disto, muito importante o FRETE. Jamais compensaria plantar Maconha na Amazônia para suprir mercados fora daquelas regiões. É como ter Água Mineral por lá e não compensar o frete para o Sul. Existem traficantes de colarinho branco com produtos muito mais nocivos e derivados do Ópio, sabem, claro... O Paraguai tem Cigarro Falsificado, mas não possui plantio de Fumo. De onde vem para ser vendido tão barato? Claro que importado do Brasil todo o refugo das Indústrias Brasileiras, e isto amparado legalmente. É tanta mentira dentro das 'verdades', quanto verdades dentro das 'mentiras'. Não, não somos todos otários...

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    Avlis Sotnas

    ± 16 horas

    cada vez mais fica evidente como não serve pra nada a política de repressão, de "guerra as drogas". o estado gasta os tubos, tem um antro de corrupção incrustado lá dentro e a produção e consumo só aumenta. quando será q vai acordar e tentar algo diferente disso q nunca seu certo?

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