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A Polícia Militar da Bahia informou que a morte de dois soldados após teste de aptidão física para o Batalhão da Polícia de Choque motivou mudanças no formato das provas.

O processo de seleção, que tem duração de cinco meses, passará a durar sete meses. O período extra será destinado à preparação dos policiais para os testes físicos.Dois PMs morrem após passar mal em teste físico na Bahia.

Com isso, a segunda etapa da seleção, que estava marcada para janeiro, foi adiada para março de 2014.

"Vamos dar condições para os policiais se prepararem para os testes. Também haverá um trabalho de conscientização e vamos mostrar aos nossos homens que eles não precisam de nenhuma substância para fazer a seleção", afirmou o coronel Alfredo Castro, comandante da PM.

O teste físico foi realizado na última segunda-feira. Os 67 candidatos tinham de correr 10 km usando coturno e calça de farda. Segundo a PM, alguns deles sentiram náuseas e foram socorridos pelo serviço médico.

Morreram após os testes os soldados Luciano Fiúza de Santana, 29, e Manoel dos Reis Freiras Júnior, 34. O tenente Joserrise Mesquita de Barros Nascimento, 30, segue internado em estado grave no Hospital São Rafael e o soldado Paulo David Capinam da Silva Pedro, 26, teve alta e passa bem.

Um inquérito militar foi instaurado para investigar o caso. Uma das hipóteses, segundo fontes da Polícia Militar, é que os policiais tenham ingerido alguma substância para melhorar o desempenho no teste.

Uma equipe do Departamento de Polícia Técnica está fazendo perícia nos corpos, que incluirá uma bateria de exames.Pelo prazo legal, o inquérito deve ser concluído em 60 dias e remetido para o Ministério Público da Bahia. Mas, segundo o coronel Castro, os resultados de exames mais complexos só ficarão prontos após a entrega do inquérito.

Governador

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou que foi "estranha" a hospitalização de quatro policiais, seguida da morte de dois deles, após a realização dos testes.

"Eu acho estranho porque, na verdade, são quatro profissionais. Eu não sei se treinavam juntos ou não, mas quatro terem parada cardíaca? Não é uma coisa comum. A tendência é que eles tivessem feito o mesmo tipo de preparação, que incidiu sobre os quatro, porque é muita coincidência você achar que quatro pessoas tiveram uma parada cardíaca", disse Wagner.As declarações foram dadas na noite de ontem à imprensa local durante um jantar com jornalistas.

Wagner lembrou que os quatro policiais faziam parte da mesma companhia, a 81ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar), de Lauro de Freitas, e defendeu a forma como os teste são realizados."Na medida que é tropa especializada, que se prepara para missões mais desafiadoras, você tem exigências maiores em vários aspectos, inclusive na questão física. Então, ali era uma corrida de 10 km, o que é absolutamente normal", disse Wagner.

Vídeo

Ontem, a emissora de televisão Record Bahia divulgou um vídeo em que supostos policiais são humilhados. Não foi divulgada a data de gravação do vídeo.

A Polícia Militar da Bahia informa que as imagens não têm nenhuma relação com os testes realizados e garantiu que a seleção foi feita dentro das normas estabelecidas, com a presença de ambulância e hidratação dos candidatos.

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