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Fazendinha

Polícia Militar retira os sem-teto de calçada

Algumas famílias improvisaram uma cobertura de lona para passar a noite em esquina de outra rua

  • PorViviane Favretto e Vinicius Boreki
  • 25/06/2009 21:09
Famílias tiveram duas horas para retirar seus pertences dos barracos, que foram destruídos por tratores em seguida |
Famílias tiveram duas horas para retirar seus pertences dos barracos, que foram destruídos por tratores em seguida| Foto:

Histórico

A ocupação no Fazendinha começou em um terreno, em setembro do ano passado. Confira:

6 set 2008 – Cerca de 50 famílias ocupam terreno no bairro do Fazendinha. O acampamento cresceu e chegou a registrar 1,5 mil famílias, de acordo com os sem-teto.

23 out – A Polícia Militar cumpre a determinação para desocupação da área. Houve confronto entre manifestantes e policiais.

24 out – Manifestantes se transferem do terreno para a calçada da Rua Thodoro Locker.

29 dez – 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba determina a desocupação da calçada sob a alegação de esbulho possessório – apropriação indevida.

2 Jun 2009 – O juiz Douglas Marcel Peres, da 4ª Vara da Fazenda Pública, determina ação policial até a próxima sexta-feira (5 de junho). Caso contrário, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) fica obrigada a pagar multa de R$ 10 mil por dia.

4 jun – Sesp protocola documento pedindo mais 45 dias para realizar a reintegração de posse.

25 jun – Polícia Militar desocupa as calçadas da Theodoro Locker.

  • Tristeza marcou a desocupação: muitos sem-terra não têm para onde ir

A Polícia Militar do Paraná, cumprindo decisão judicial, retirou ontem as 37 famílias que estavam vivendo em 48 barracos na Rua Theodoro Locker, no bairro Fazendinha, desde outubro do ano passado. Cerca de 200 policiais chegaram ao local às 6 horas, surpreendendo os invasores. O major Sérgio Cordeiro de Souza, comandante do 13º Batalhão, explicou que a opção foi por um efetivo grande para evitar reações e conflitos.

Conforme Souza, as famílias tinham até as 8 horas para retirar os pertences dos barracos, que, em seguida, foram destruídos. Funcionários da prefeitura acompanharam a desocupação e ficaram encarregados de cadastrar os invasores e encaminhar as famílias para local adequado. Caminhões também foram ofertados para facilitar o transporte dos objetos.

Zanete Pasquina Buzzi, responsável pelo Núcleo Regional da Fundação de Ação Social (FAS) na Cidade Industrial de Curitiba, explicou que o cadastro foi feito para identificar se as famílias têm para onde ir ou se terão de usar abrigos da prefeitura. No total, a FAS encontrou 37 famílias, sendo 51 crianças e 58 adultos. Pela manhã, 19 famílias garantiram que procurariam os abrigos da administração pública. Até as 18 horas, contudo, apenas cinco pessoas (quatro adultos e uma criança) foram registrados na Central de Resgate.

De acordo com Nilton José Correia de Araújo, vigilante e integrante do movimento, as famílias vão permanecer na calçada, agora da Rua João Dembinski (na esquina em frente à Theodoro Locker), até a prefeitura oferecer moradia definitiva. Os sem-teto improvisaram cobertura de lona, que deve servir de base de apoio para a reestruturação com os manifestantes que estavam na calçada. "Vamos passar essa noite aqui, até todo o pessoal se reunir novamente", informou Araújo.

Hoje, os sem-teto prometem se manifestar contra a reintegração de posse em uma caminhada da Boca Maldita à prefeitura de Curitiba. "Não foi resolvido ainda, mas, a princípio, não devemos acampar por lá. Mas vamos nos reunir e a situação pode mudar", diz Araújo. Em situação bastante precária, o manifestante Ivonei França resume as condições atuais: "Depois de quase um ano de luta e sofrimento, estamos novamente na calçada. A única coisa que queríamos era um lar".

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