
O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) instaurou, nesta quarta-feira (5), um inquérito para investigar a rebelião na delegacia de Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba, que resultou na morte de um policial civil e dois presos na terça-feira (4). De acordo com informações da Agência Estadual de Notícias (AEN), o delegado-chefe do Cope, Miguel Stadler, trabalha com a suspeita de que mulheres que visitavam irregularmente os presos teriam levado uma arma para dentro da delegacia.
"No momento da rebelião cinco mulheres estavam na delegacia. Temos a informação preliminar que o policial morto é quem facilitava a entrada dessas mulheres para visitas íntimas irregulares", disse o delegado para a AEN. As cinco mulheres que estavam na delegacia já prestaram depoimento. Uma delas, Sabrina Subtil, 20 anos, contou à polícia que visitava o preso Claudinei do Rocio Lourenço de Oliveira e o detento aproveitaria para fugir. A mulher receberia dinheiro e drogas para ajudar o preso. Ela foi detida por facilitação de fuga.
A rebelião começou por volta das 23 horas, quando o policial civil Rommel do Brasil Prudente de Lima, 57 anos, foi recolher os presos às suas celas, depois das visitas. Três detentos, Adalberto Ferreira Correia , Edemilson da Silva e o próprio Claudinei Lourenço, renderam e balearam o policial na cabeça e no abdome.
Uma equipe da Polícia Militar (PM) que estava próxima ao local ouviu os disparos e entrou na delegacia no momento em que os três tentavam abrir as outras celas da cadeia. Os policiais militares foram recebidos com disparos pelos três presos e revidaram. Correia e Silva foram baleados e morreram. Na confusão, Lourenço conseguiu fugir.
Três revólveres calibre 38 foram apreendidos e encaminhados para perícia. Os exames vão definir de onde partiram os tiros que mataram o policial, que era o único de plantão no momento do tumulto. Sete presos diretamente envolvidos foram removidos para o Cope, para esclarecer a participação de cada um na tentativa de fuga. Outros 14 devem ser transferidos nos próximos dias para o Sistema Penitenciário.
Correia estava preso por tráfico de drogas, enquanto Silva havia sido detido por porte ilegal de arma de fogo e receptação de mercadoria roubada. A polícia não informou por qual crime Lourenço estava detido. Lima, o policial morto, trabalhava na delegacia havia oito anos. A cadeia de Almirante Tamandaré está superlotada. São 56 presos em um espaço planejado para apenas 25.







