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A estimativa é de que a nova linha transportará até 80 mil passageiros por dia útil. Na foto, ônibus da linha Boqueirão | Marcelo Elias/Gazeta do Povo/Arquivo
A estimativa é de que a nova linha transportará até 80 mil passageiros por dia útil. Na foto, ônibus da linha Boqueirão| Foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo/Arquivo

Mesmo sem data prevista para iniciar a operação do Ligeirão Norte, Curitiba abriu processo de licitação para executar a primeira etapa das obras de readequação no Corredor Leste-Oeste do BRT (Bus Rapid Transit) para a implantação de uma nova linha de Ligeirão na cidade, dessa vez para atender o eixo Leste-Oeste, fazendo a ligação entre a CIC Norte e o Cajuru. A estimativa é de que a linha transportará até 80 mil passageiros por dia útil. A obra englobará 20,7 quilômetros, entre a Rua Eduardo Sprada, na CIC, e o Terminal Centenário.

Outros ligeirões

Boqueirão

A linha transporta 35 mil passageiros por dia útil a intervalos de três minutos nos horários de pico. Uma frota de 12 ônibus atende à linha que liga o Terminal Boqueirão à Estação Praça Carlos Gomes, no Centro. O itinerário tem ainda mais três paradas: nos terminais Carmo e Hauer e na Estação UTFPR. A viagem dura cerca de 20 minutos.

Pinheirinho/Carlos Gomes

Faz a ligação entre o Terminal Pinheirinho e a Estação Lourenço Pinto, no Centro, com cinco paradas na Linha Verde e duas na Avenida Marechal Floriano. A viagem dura cerca de 25 minutos. 31 mil passageiros utilizam esse ligeirão por dia útil. A frota disponível é de 14 ônibus.

R$ 36,2 milhões

É quanto custaria a aquisição dos 40 biarticulados necessários para a operação dos Ligeirões Norte-Sul e Leste-Oeste. De acordo com estimativa da Urbs, cada ônibus custaria cerca de R$ 907,7 mil.

A primeira fase de intervenções prevê a realocação de estações tubo e o alargamento da canaleta de ônibus para criar espaços de ultrapassagem, além da construção do Terminal CIC Norte/Eduardo Sprada. Também será implantada uma nova estação tubo, próxima ao campus Ecoville da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), na Cidade Industrial.

Todas essas intervenções serão realizadas em um trecho de 5,7 quilômetros ao longo da Rua Deputado Heitor de Alencar Furtado, entre as ruas Eduardo Sprada e General Mário Tourinho. O trecho passa pelos bairros CIC, Campo Comprido, Mossunguê e Campina do Siqueira. O prazo para conclusão das obras é de 15 meses, contados a partir da contratação.

A execução dessa primeira etapa terá um custo de R$ 27,2 milhões, financiados pela Caixa Econômica Federal. O investimento previsto para a construção de todo o eixo Leste-Oeste é de R$ 194,5 milhões, montante que será custeado pelo município e governo federal. A licitação das obras é parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, do governo federal.

Diferenças

O projeto para o eixo Leste-Oeste não prevê desalinhamento entre as estações tubo, como o modelo aplicado nos eixos Norte e Boqueirão. Assim, a maioria dos tubos vai continuar frente a frente, porém, mais afastados graças ao alargamento da canaleta, de modo que o Ligeirão consiga realizar ultrapassagens.

Novo terminal

O terminal CIC Norte/Eduardo Sprada também receberá linhas alimentadoras da Estrada Velha de Campo Largo, da Cidade Industrial e da rua João Denbinski, fazendo ligação com o terminal da Fazendinha. O terminal Campo Comprido permanecerá como ponto de integração dos alimentadores do Jardim Gabineto, Riviera, Positivo e das linhas originárias das ruas João Falarz e Toaldo Túlio.

Trajeto

O eixo Leste-Oeste é formado pela rua Deputado Heitor de Alencar Furtado e pelas avenidas Padre Anchieta, Sete de Setembro e Affonso Camargo. Por ali também passam os biarticulados Centenário/Campo Comprido, que transportam 100 mil passageiros por dia, e o Ligeirinho Pinhais/Campo Comprido.

Não há ônibus para o Ligeirão Norte

Enquanto o projeto de implantação do ligeirão para o eixo leste-oeste começa a sair do papel, ainda não há previsão para a inauguração da linha que atende ao eixo norte-sul, do Santa Cândida até a Rua Bento Viana. Segundo a Urbs, as obras estão concluídas e o projeto para as obras no entorno do trecho está em elaboração. Mas a nova linha ainda não funciona por duas razões: renovação de frota e projeto de retorno do ônibus.

A aquisição da frota é feita pelas empresas concessionárias do sistema de transporte de Curitiba. Segundo estimativa da Urbs, seriam necessários 20 novos veículos para operar a linha Ligeirão Norte, que movimentaria entre 50 e 80 mil passageiros por dia útil. No entanto, em 2013, o sindicato das empresas de ônibus (Setransp) obteve na Justiça liminar que desobriga as concessionárias a comprar novos ônibus. Assim, não há frota para inaugurar a nova linha.

O imbróglio pode vir a impedir também a operação do Ligeirão Leste-Oeste, cujas obras começaram a ser licitadas. A operação dessa nova linha também demandaria uma frota de 20 novos ônibus. Segundo a Urbs, há diálogo sobre o tema com as empresas, porém sem definições. O órgão espera que até a conclusão do eixo leste-oeste o impasse esteja resolvido. Já o Setransp informou que as empresas só poderão voltar a investir na frota quando o equilíbrio econômico do contrato com a Urbs for restabelecido. Quando a solicitação de novos ônibus puder ser feita, haverá prazo de 60 dias para a compra dos veículos.

O outro problema do eixo norte está relacionado ao trecho onde o ônibus deverá fazer o retorno. O projeto inicial previa saída do terminal Santa Cândida e chegada na Praça do Japão, onde o ônibus faria o retorno. Porém, moradores da região protestaram contra qualquer intervenção na praça, obrigando o Ippuc a alterar o itinerário. Segundo a Urbs, a definição do retorno do ônibus também depende do projeto do metrô e da conclusão do Terminal Santa Cândida.

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