Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...

Policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) prenderam, na manhã desta terça-feira (8), cinco suspeitos de pertencer a uma quadrilha especializada em explorar transexuais no Rio. Segundo a polícia, o grupo chegava a lucrar R$ 60 mil na alta temporada. As informações são da assessoria da Polícia Civil.

Segundo a polícia, o grupo controlava toda a prostituição de travestis em Copacabana, na Zona Sul, e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Foram quase 3 meses de investigação até a polícia chegar a Ulisses Menezes da Motta, conhecido como Iarley, e Cláudio dos Santos Magalhães, o Boro. Eles são apontados pela polícia como os chefes do grupo que explora a prostituição de adultos e adolescentes em Copacabana e em Duque de Caxias. Os dois foram presos na manhã desta terça-feira (8) em Itaipuaçu, distrito de Maricá, na Região dos Lagos.

Em São Paulo, a polícia prendeu Rafael de Almeida, a Rafaela, e no Rio também foram presos Leonardo Silva Costa, a Graciele, e uma mulher, Eliane da Silva, a Lia. Os três, segundo investigadores, eram responsáveis por cobrar taxas dos travestis e administrar os pontos onde eles atuavam.

O grupo mantinha apartamentos em Copacabana, que seriam utilizados para hospedar travestis vindos de outros estados, com a cobrança de R$ 20 por dia.

Na operação foram apreendidos computadores e celulares. Segundo levantamento da polícia, a quadrilha explorava cerca de 80 pessoas, mas no verão esse número chega a 150. O esquema na alta temporada movimentava quase R$ 60 mil por mês, informaram os policiais.

A polícia investiga se Iarley, apontado como um dos chefes do grupo, também é responsável pelo envio de travestis para a Europa e pela cobrança de doze mil euros pelos serviços. Segundo a polícia, Iarley já cumpriu pena de 4 anos por exploração sexual, e Boro ficou preso pelo mesmo tempo por tráfico de drogas. Os dois se conheceram na penitenciária e juntos, segundo a polícia, têm uma cobertura em Duque de Caxias, um sítio e um terreno de 9 mil m² em Maricá.

"O trabalho deu início na delegacia após o grupo de transexuais adolescentes denunciar o esquema em virtude da violência que estava sendo implantada, que vinha sendo sofrida. Há relatos de tortura, de atos sub-humanos", explica o delegado Luiz Henrique Marques.

Todos os presos negam as acusações. Eles prestam depoimento e depois serão levados para a Polinter. Outras quatro pessoas encontradas no apartamento em Copacabana foram ouvidas e liberadas.

Para denúncias sobre o caso, o telefone da DCAV é 2504-1200.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]