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Os professores da Faculdade Evangélica do Paraná realizam nesta quarta-feira (12) uma paralisação de 24 horas nas atividades. Eles reclamam de atrasos no pagamento de salários referentes ao mês de outubro deste ano. O problema com os vencimentos seria reflexo da crise pela qual passa o Hospital Evangélico.

Ao todo, 288 professores compõe o quadro docente da instituição, segundo o vice-presidente do Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana (Sinpes) Valdyr Perrine. Pela manhã, os membros do sindicato conseguiram, segundo ele, a adesão quase total dos professores do turno diurno. "Somente o curso de psicologia continua com atividades porque eles tinham apresentações de trabalho de conclusão de curso agendadas", explica.

De acordo com Perrine, haveria um compromisso da faculdade de realizar o pagamento de salários de outubro, que já estaria atrasado, até a última sexta-feira (7), mas valor ainda não havia sido depositado até esta quarta-feira. Outro problema apontado pelo vice-presidente do sindicato é a falta de depósitos de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários, que teria se tornado recorrente na instituição.

De acordo com Perrine, os atrasos nos pagamentos de professores ocorrem por causa de desvios de dinheiro da faculdade para cobrir o rombo financeiro no Hospital Evangélico.

O sindicato pretende entrar na Justiça do Trabalho para que se crie uma conta vinculada à Justiça na qual seja depositado o valor referente aos vencimentos dos professores. "O dinheiro da administração seria retirado da faculdade e garantido para o pagamento dos professores. O restante ficaria com a faculdade", explica.

Caso não haja pagamento, uma nova paralisação será realizada no dia 3 de dezembro deste ano.

A reportagem ainda tenta contato com a assessoria de imprensa da Faculdade Evangélica para saber sobre os atrasos nos pagamentos dos professores.

Também por atraso, funcionários do hospital seguem em greve

Os funcionários do Hospital Evangélico de Curitiba permanecem desde a terça-feira (11) com greve por tempo indeterminado. Os salários de outubro dos funcionários também estão atrasados. Um grupo se concentra na manhã desta quarta-feira em frente ao hospital.

Segundo o diretor do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc) Natanael Marchini, a adesão aumentou nesta quarta e alguns serviços estariam com mais dificuldades, como cozinha e copa. Todos os setores do hospital estariam com déficit de funcionários por causa da greve. Por causa dos plantões e a necessidade de atender aos pacientes, os grevistas, segundo Marchini, fazem revezamento para não afetar a população.

"Até agora não tivemos resposta do hospital e estamos esperando um posicionamento da prefeitura sobre um repasse ao hospital que pode ajudar no pagamento dos salários", diz o diretor.

A assessoria de imprensa do Hospital Evangélico disse que não há adesão à greve e que todos os setores do hospital funcionam normalmente. Sobre os atrasos, a assessoria informa que os funcionários já haviam sido avisados de que o pagamento dos salários seria efetivado até o dia 20 de novembro por causa da crise financeira pela qual passa a instituição. O pagamento estaria atrelado ao repasse que o hospital espera de uma verba da Prefeitura de Curitiba.

De acordo com a prefeitura da capital, desde a semana passada já estava programado o repasse de verba do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os hospitais conveniados de Curitiba. O dinheiro deve ser entregue aos hospitais até quinta-feira (13). A verba do Evangélico deve ser repassada ainda nesta quarta-feira. O valor que será repassado ao hospital não foi informado pela administração municipal.

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