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Curitiba tem três modelos de integração em vigor, mas não contemplam todas as linhas | Antonio More / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Curitiba tem três modelos de integração em vigor, mas não contemplam todas as linhas| Foto: Antonio More / Agência de Notícias Gazeta do Povo

Integração atual ainda tem restrições

O sistema de integração disponibilizado atualmente pela Urbs, que gerencia o sistema de transporte de Curitiba, tem restrições. Isso porque as integrações praticadas ainda não permitem que os passageiros façam seus próprios roteiros de viagem, determinando o caminho mais viável ou o tempo menos curto, por exemplo.

Fora as integrações físicas – aquelas feitas dentro dos terminais da cidade e da RMC -, o modelo contempla também o projeto de integração temporal matricial, por tempo e em local determinado, e a integração temporal, válida para usuários do Interbairros I. Nesse caso, é permitido a passageiros com cartão-transporte realizarem novos embarques até duas horas após validar a primeira viagem.

Contudo, segundo a Urbs, somente a integração física atende a 93% da demanda em Curitiba. Somadas, a integração temporal matricial e a integração temporal no Interbairros I, são usados, em média, por 50 mil passageiros a cada mês.

O órgão não informou se existe a possibilidade de, num futuro próximo, expandir o atual modelo de integração para mais linhas da capital. Mas, segundo a empresa, esta ampliação depende do aumento do uso do cartão transporte entre os passageiros de forma a evitar evasão de receita. Além disso, este trabalho precisa da indicação de recursos para cobrir os custos previstos em até 13% da tarifa técnica.

Começou a tramitar nesta segunda-feira (30), na Câmara Municipal, um projeto de lei que propõe a adoção de bilhete único no sistema de transporte de Curitiba. Basicamente, a proposta sugere o pagamento de uma tarifa única – de acordo com o período de tempo a ser utilizado –, que permitiria ao passageiro ter acesso ilimitado às linhas que operam na Rede Integrada de Transporte (RIT).

A proposta, que ainda não chegou às comissões da Câmara, indica a possibilidade de uso de três modalidades temporais de cobrança: diária, mensal e semanal. Em tese, o passageiro escolheria uma destas modalidades, pagaria o valor estipulado e usaria o bilhete quantas vezes quisesse durante o período de tempo determinado. Isto significa que, com a compra de um bilhete único diário, a partir da primeira utilização o passageiro teria até 24 horas para usá-lo sem restrições de integração e quantidade de embarques.

O custo da tarifa previsto pelo vereador Bruno Pessuti (PSC), que assina o projeto, seria de no máximo o valor de duas passagens multiplicado pela quantidade de dias escolhidos pelos passageiros.Com a tarifa da passagem individual custando R$2,70, por exemplo, a pessoa que adquirisse um bilhete para usar em uma semana pagaria R$37,80. Contudo, Pessuti ressalta que antes de estipular qualquer cobrança seria necessária a realização de um estudo técnico capaz de avaliar o custo real de cada bilhete.

Para o parlamentar, a adoção deste sistema – que já é usado em cidades como São Paulo – aumentaria as possibilidades de integração entre as linhas disponíveis e ajudaria a reduzir o tempo que os passageiros passam dentro dos ônibus. "Em uma única viagem você pode usar um ônibus vermelho, verde e amarelo sem precisar pagar a mais por isso. Assim, você utiliza o sistema na sua proporção e não teria mais que se adaptar ao sistema, economizando muitos minutos e também alguns reais", explica.

O vereador afirma ainda que a implantação desse projeto não implica mais custos aos gestores do transporte coletivo da rede integrada, uma vez que, atualmente, o custo do sistema não depende da maneira como é cobrada a tarifa. "É tudo uma questão de melhorar a gestão de como se vende a tarifa", comenta.

O uso do bilhete único também demandaria a criação de uma técnica de cobrança automática diferente, que conseguisse reconhecer que o bilhete pode ser utilizado sem restrições e que ainda identificasse por qual período a passagem é válida. Por questões de segurança, cartão do bilhete único, identificado como pessoal e intransferível, teria que conter um dispositivo temporal de segurança para impedir uso sequencial por diversas pessoas.

Procurada para comentar sobre o projeto, a Urbs disse que não irá falar sobre a questão por enquanto.

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