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Policial passa em frente a ônibus queimado no bairro de Vicente de Carvalho no Rio de Janeiro | Reuters
Policial passa em frente a ônibus queimado no bairro de Vicente de Carvalho no Rio de Janeiro| Foto: Reuters

Apesar do policiamento reforçado para deter as ações violentas de traficantes no Rio de Janeiro, os ataques continuaram nesta quarta-feira. Ao menos cinco ônibus e dez carros de passeio foram incendiados nas últimas horas por traficantes, segundo a Polícia Militar.

Os casos aconteceram em vários pontos da cidade e da região metropolitana desde a madrugada, de acordo com policiais. Operações foram iniciadas pela polícia em diversas favelas em reação aos ataques.

Em Ipanema, área nobre na zona sul do Rio, a polícia interditou parcialmente algumas ruas na manhã desta quarta-feira para investigar uma caixa suspeita amarrada por correntes que foi encontrada perto de uma cabine da Polícia Militar.

Durante a madrugada, três coletivos foram incendiados na rodovia Presidente Dutra e na Baixada Fluminense. Na manhã desta quarta-feira, um ônibus foi incendiado no bairro de Vicente de Carvalho, na zona norte da capital fluminense.

Mais um ônibus foi incendiado em Santa Cruz, na zona oeste, e a polícia acredita que o coletivo tenha sido atacado por traficantes de uma favela próxima.

A onda de violência começou na tarde de domingo, com carros e ônibus incendiados em ruas. Na noite de segunda-feira, uma cabine da Polícia Militar foi alvo de um ataque a tiros, e outro posto policial foi alvejado na madrugada desta quarta, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Autoridades da área de segurança consideram que essas ações violentas são uma resposta à nova estratégia implementada na capital com a implementação de Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), que provocaram a saída de chefes do tráfico de favelas onde esse tipo de policiamento foi instaurado. Acuado e forçado a deixar algumas áreas da cidade, o crime organizado estaria reagindo.

Na terça, em reação ao ataques, a polícia iniciou operações simultâneas em 16 favelas e reforçou o patrulhamento nas ruas com mais 1.200 policias. Dois suspeitos foram mortos pela polícia, e outros oito, presos.

O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, reagiu e reconheceu que as ações estaria sendo orquestradas de dentro de presídios.

"Se as ações criminosas continuarem, vamos com força dobrada atrás de seus autores. Quem atravessar o caminho será atropelado," disse Beltrame a jornalistas.

Mesmo assim, os ataques se disseminaram por outros municípios, com Duque de Caxias, Niterói e São Gonçalo. As autoridades informaram, no entanto, que não há registro de mortos ou feridos.

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