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A cidade de Porciúncula, no Noroeste Fluminense, está sofrendo com a chuva que não dá trégua na região. O transbordamento do Rio Carangola inundou as principais vias de acesso à cidade, que fica na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo.

De acordo com a assessoria da prefeitura, cerca de 80% da cidade está inundada. As bombas de fornecimento de água da Cedae estão submersas e a cidade sofre há dois dias com a falta de água.

Cerca de dez mil pessoas, ou seja, mais da metade da população do município, que tem 18 mil habitantes, foram afetados pela chuva. Três mil pessoas estão desalojadas e foram abrigadas em escolas da região. A Defesa Civil informou que está abastecendo a cidade com alimentos e água potável através de doações dos quartéis de municípios vizinhos, como Campos, no Norte Fluminense.

O Rio Carangola também transbordou em Natividade e alagou cinco bairros. Mais de 500 pessoas tiveram que sair de casa.

A RJ 220, que liga Porciúncula a Itaperuna, está interditada. A alternativa para sair da cidade e chegar a Itaperuna é passar pelo município de Antônio Prado de Minas.Hospital alagado em Itaperuna

Em Itaperuna, também no Noroeste Fluminense, o nível do Rio Muriaé transbordou e inundou a região central do município. A BR-356, que corta a cidade, está parcialmente interditada. O maior hospital do município está alagado. Pacientes e funcionários só conseguem chegar e sair de barco ou no caminhão da Defesa Civil.

Em Italva, Noroeste Fluminense, o Rio Muriaé também causou estragos. Mais de 4 mil moradores foram atingidos. Quarenta e duas casas foram danificadas e seis interditadas.

Em Bom Jesus do Itapaboana, o rio que corta o município está acima do normal. Novecentas pessoas estão fora de casa.

A situação é mais grave em Cardoso Moreira. A cidade, que decretou estado de calamidade pública no mês passado, enfrenta agora uma nova enchente e 90% do município está debaixo d'água novamente. A população está isolada, sem água potável, telefonia móvel e energia elétrica.

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