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Nostalgia

Rua da Carioca da Cruz

  • PorCID DESTEFANI
  • 25/09/2010 21:13
Os dormentes para os trilhos dos bondes sendo assentados. Rua Riachuelo, 6 de setembro de 1912 |
Os dormentes para os trilhos dos bondes sendo assentados. Rua Riachuelo, 6 de setembro de 1912| Foto:
  • Rua do Riachuelo em 1905
  • Revirada no calçamento pé de moleque para instalar os trilhos para os bondes elétricos na Rua Riachuelo em 1912
  • Inauguração da estátua do Barão do Rio Branco em 19 de dezembro de 1914. Ao fundo o início da Rua Riachuelo
  • Rua Riachuelo esquina com São Francisco. Casa Porcellana na década de 1930
  • Praça Generoso Marques e Rua Riachuelo, em 5 de agosto de 1946
  • Oficiais do Exército posam para a posteridade na sacada do quartel-general da Riachuelo em 1902

Este era o nome da rua no sé­­culo 19. Ao término da Guer­­ra do Paraguai o nome foi trocado de Carioca da Cruz para Rua do Riachuelo, como lembrança da famosa batalha naval ocorrida em 11 de junho de 1865, e devidamente registrada nos compêndios de nossa história.

O primeiro nome, Carioca da Cruz, era em razão do chafariz que existia no descampado que ficava no final da rua e que servia os moradores com água potável. Hoje no local está instalada a Praça 19 de Dezembro. Naquele tempo o espaço estava ligado à várzea do Rio Belém.

A Rua Riachuelo, como é denominada atualmente, era um dos caminhos que levava para a Borda do Campo e a Estrada da Graciosa. Obviamente também era o destino mais curto entre o centro da cidade, o Passeio Público e o Alto da Glória, onde principiavam a se instalar em portentosas mansões os industriais da erva-mate. Quando foi inaugurado o serviço de bondes tracionados por mulas, a passagem daqueles coletivos era pela Riachuelo tendo o ponto final com o nome de Fon­­tana, pois o mesmo ficava exatamente na frente da casa do ervateiro Francisco Fasce Fontana.

Em 1912, com o preparo das li­­nhas para receber os bondes elétricos, o trajeto dos mesmos foi estendido até os bairros do Juvevê e Bacacheri. O percurso continuou sendo pela Rua Riachuelo. No começo do século passado algumas repartições do Exército ali se instalaram e nas casas vizinhas vários oficiais moravam de aluguel, incluindo aí o capitão João Gualberto Gomes de Sá. O sobrado que serviu de quartel-general ainda conserva sua parede frontal. Nas décadas de 1930-40 esteve instalado na Riachuelo o Centro Preparatório de Oficiais da Reserva.

Contrastando com o comércio existente na atualidade, a Rua Ria­­chuelo possuiu, até meados do século passado, estabelecimentos cujo gabarito atraía a elite curitibana aos seus balcões e gabinetes. Para citar alguns deles temos: Hotel Mar­­tins, Casa Yvonne, Alfaiataria Mar­­quart, Far­­má­­cia Sommer, Ótica e Re­­lojoaria Raeder, Casa Luhm, Irmãos Riskalla, Casa Favorita, Casa Porcellana, Casas Pernambucanas, Casa Tókio, Casa Verde, Modas Madame Odette, Bar­­beri & Cia., além de alguns salões de beleza e barbearias.

Hoje a Rua Riachuelo cumpre o destino de todas as vielas das grandes cidades, com o comércio afugentado pela instalação da marginalidade. Hotéis muquifos servindo à prostituição. Droga comendo solta; assaltos e mais uma série de contravenções espantam qualquer ci­­dadão em passar por ali após o escurecer.Que o digam as pessoas "de bem" que ainda persistem em mo­­rar na Riachuelo. A esperança de to­­dos é que, com as mudanças projetadas pela prefeitura, o ambiente volte a ser socialmente aceitável.

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