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Padeiro de Poá liberta mulher e filha

SÃO PAULO - O padeiro Geraldo Mário, de 45 anos, que mantinha sua mulher, Maria Gilvanice dos Santos Cruz, e a filha Ana Beatriz, de 2 anos, como reféns em Poá (Grande São Paulo) durante cerca de 16 horas as libertou por volta das 8h30 de ontem. Mário teria resolvido aprisioná-las após uma briga conjugal – na qual a mulher teria pedido a separação.

Ele foi levado para a delegacia de Polícia Civil de Poá. Ninguém ficou ferido.

O sequestro teve início na segunda-feira, por volta das 17 horas, depois que os vizinhos ligaram para a PM alertando sobre a briga do casal. Uma equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi à casa, localizada na rua Amparo, no Jardim América, por volta das 20h30 e iniciou – por telefone – negociações com o sequestrador, que portava uma faca.

Folhapress e Agência Estado

Um sargento do 20º Batalhão da Polícia Militar, de 43 anos, fez reféns a mulher e o filho numa casa na Avenida Porto, no bairro de Santa Terezinha, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Uma área de aproximadamente 100 metros foi isolada pelas Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) e pelo Centro de Operações Especiais (COE) por volta das 13h40 de ontem. Após a libertação dos reféns, às 15 horas, ele passou a ameaçar cometer suicídio, se entregando às 17h30.

Segundo informações da própria PM, o sargento está afastado das funções de rotina. A mulher de Moraes, Denise Saldanha, afirma que ele estaria passando por crise conjugal, além de ter perdido a mãe recentemente. Ele discutiu com a mulher e a tomou como refém junto com o filho do casal. As negociações com o sargento foram feitas pelo capitão do COE Luiz Marcelo Maziero e tiveram como centro a casa vizinha pertencente ao sogro do policial. Cerca de 20 policiais foram envolvidos na operação, incluindo bombeiros do Siate, que estiveram de plantão no local.

Os vizinhos confirmaram ter ouvido um tiro no local. O COE afirma ter sido um disparo acidental de uma arma da corporação. Segundo a polícia, os reféns foram libertados por volta das 15 horas. O sargento estaria ameaçando se matar, segundo o capitão Maziero. Das 17h15 às 17h30, ele passou a conversar com o negociador a partir do muro da casa e entregou a arma à polícia.

O capitão Maziero proibiu que rádios e televisões transmitissem ao vivo do local durante a negociação, pois, segundo ele, uma transmissão feita por uma emissora de FM teria dificultado o trabalho.

Para os vizinhos, o ocorrido com o sargento causou surpresa. "Ele é uma pessoa confiável e distinta na região. Mora há pelo menos dez anos aqui e nunca deu problema", disse a professora aposentada Maria Correia, vizinha do policial.

Versões

Investigadores da delegacia do Alto Maracanã que foram até o local oferecer ajuda também obtiveram a informação de que a família era refém do policial. Uma vizinha, que prefere não se identificar, fez contato com Denise e ela teria dito que estava sob a mira da arma.

No fim da tarde, após os PMs comemorarem a entrega da arma, um dos negociadores falou à imprensa que o policial seria "abraçado pela corporação". O coronel Carlos Bührer, do 20º Batalhão, negou o sequestro. "Ele só fez uma ameaça, mas a mulher saiu correndo. O filho estava na casa da sogra (ao lado da casa do sargento) o tempo todo."

Segundo o coronel, todo o cerco policial foi montado para evitar que Moraes tirasse a própria vida. Cerca de 20 policiais e sete veículos foram deslocados para o local.

Denise foi afastada do local em um carro da Rone. Aproximadamente 15 minutos depois, retornou e chamou a imprensa se oferecendo para dar uma entrevista. Ela passou então a confirmar a versão do coronel e frisou que Moraes é um "excelente marido".

A comunicação social da PM também negou o seqüestro. Moraes foi levado pelo Siate para atendimento médico-psiquiátrico. A PM não soube dizer que tipo de sanções o sargento pode vir a sofrer.

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