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EPIDEMIA

Seis boatos sobre o zika vírus e o Aedes aegypti para não compartilhar nas redes sociais

Especialistas alertam para as consequências de compartilhar informações sem comprovação científica

  • PorLaura Beal Bordin
  • 05/02/2016 18:28
 | Raul Santana/Fiocruz Imagens
| Foto: Raul Santana/Fiocruz Imagens

Depois do início das epidemias de dengue pelo Brasil e as informações de que o zika vírus pode estar relacionado ao surto de microcefalia no país, vários boatos surgiram sobre as causas e consequências da doença e de como lidar com o mosquito transmissor do zika, dengue e da chikungunya – o Aedes aegypti. Mas os especialistas alertam que a disseminação de conteúdos sem comprovação científica podem colaborar para agravar a situação de infestação no país.

O coordenador do programa de pós-graduação em Entemologia da UFPR,Mário Navarro, afirma que há muitos estudos sobre o mosquito no mundo científico e que, muitas vezes, essas informações acabam sendo distorcidas. “Isso vem da vontade de encontrar a solução para um problema que parece simples, mas que não se sustenta à luz da ciência”, disse. A Chefe do Centro de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA), Ivana Belmonte, alerta para a importância de eliminar o mosquito transmissor. “A situação causa medo, mas a única solução é eliminar os focos de água parada para evitar que o mosquito se reproduza”.

Veja os principais boatos que estão circulando nas redes sociais:

Microcefalia é causada por vacinas

O Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) negam que uma suposta vacinação de gestantes e mulheres em idade fértil seja a causa do surto de microcefalia que assusta o país. Na nota do Ministério da Saúde, há um apelo para que as pessoas não divulguem mais boatos. “A associação entre a vacinação e os casos de microcefalia é irresponsável e representa um desserviço à população. Não há nenhuma evidência científica que comprove essa teoria e essas especulações em nada contribuem para o esclarecimento da população.”

Leia também: Associação entre microcefalia e vacinas é boato, alertam ministério e Fiocruz

Mosquitos transgênicos criados em laboratório aumentaram a incidência do zika vírus

O boato de que os mosquitos criados em laboratório tenham aumentado a incidência do zika vírus e da microcefalia é falso. De acordo com o professor Mário Navarro, coordenador do programa de pós-graduação em Entemologia da UFPR, a bactéria Wolbachia foi colocada em contato com mosquitos para impedir a reprodução do Aedes Aegypti e a transmissão de dengue. “A única causa para a epidemia é a grande quantidade de mosquitos e criadouros. Além disso, os poucos mosquitos transgênicos foram colocados em locais específicos e com supervisão dos pesquisadores”, explica. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também desmentiu o boato, mostrando que o estudo foi realizado com sucesso em países como a Austrália, Vietnã e Indonésia, onde não existem relatos de aumento nos casos de microcefalia.

Zika vírus causa problemas neurológicos em crianças e idosos

Este boato vem sido divulgado principalmente por meio de áudios enviados em grupos de mensagem do Whatsapp que afirmam que crianças de até 7 anos e idosos poderiam ter sintomas neurológicos e decorrência do vírus zika. A Chefe do Centro de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA), Ivana Belmonte, afirma que estes grupos são mais suscetíveis a desenvolver doenças de mais gravidade, mas que não existe nenhum caso e nem informações que sustentem esta teoria. A Fiocruz também afirma que não há registros de sintomas neurológicos em crianças e idosos e esclarece que, assim como outros vírus como a varicela, enterovírus e herpes, o zika também pode causar complicações clínicas e neurológicas em adultos e crianças, mesmo que em pequeno percentual.

Deixar água parada ajuda a combater o mosquito Aedes Aegypti, pois a fêmea morre depois de botar os ovos

O professor Mário Navarro afirma que o boato é falso e pouco consistente, uma vez que a fêmea do mosquito Aedes Aegypti não morre após botar os ovos mas somente quando atinge a idade limite – que de 30 a 35 dias. Além disso, de acordo com o professor, para conseguir botar os ovos, a fêmea precisa estar “alimentada”, ou seja, já ter picado algumas pessoas. “O estrago já estaria feito e a população já estaria contaminada”, explica. Depois realizar o repasse de sangue, a fêmea bota cerca de 100 ovos e os espalha em diversos criadouros. Portanto, eliminar focos de água parada é a única forma de evitar mais mosquitos.

Armadilhas caseiras ajudam a eliminar mosquito

Desde que a preocupação com as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti voltou, uma série de possíveis armadilhas caseiras têm sido publicadas e compartilhadas nas redes sociais. Ivana Belmonte alerta para o uso destas armadilhas. “Como são feitas de forma artesanal, estas armadilhas podem virar criadouros do mosquito se não houver monitoramento”, explicou. “O primordial é sempre eliminar criadouros e focos de água parada”, diz.

Ministério da Saúde mudou o parâmetro para identificar a microcefalia para esconder o número de casos

O Ministério da Saúde desmente o boato que a mudança do parâmetro para se investigar casos de microcefalia seja uma forma de mascarar os números sobre a doença. Em dezembro, o Ministério modificou os critérios para definir os casos de recém-nascidos com microcefalia. A medida da circunferência do recém-nascido era menor ou igual a 33 cm e passou a ser menor ou igual a 32 cm. De acordo o Ministério, a nova medida segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e que a medida inicial foi adotada para compreender melhor a situação do aumento de casos de microcefalia do país. A partir da primeira triagem, muitos diagnósticos foram descartados.

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