i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Saúde

SP distribui remédio antiaids não listado por Ministério da Saúde

  • PorAgência Estado
  • 23/09/2008 19:57

Antecipando-se à decisão federal, o Programa Estadual de DST-Aids de São Paulo decidiu distribuir para um grupo de pacientes o Raltegravir, um medicamento novo antiaids, que ainda não integra a lista de remédios de combate à doença comprados pelo Ministério da Saúde.

A decisão de São Paulo foi considerada nos bastidores como um desrespeito ao Consenso Terapêutico - nome dado à lista, preparada por mais de 20 integrantes. A conotação de dissidência fica clara com o apelido recebido pela estratégia de São Paulo: "consenso paulista".

Para o diretor-adjunto do Programa Estadual de DST-Aids, Arthur Kalischman, no entanto, essa é uma "leitura carregada". "Foi a solução encontrada pelo Estado para evitar a enxurrada de ações judiciais", afirmou. A diretora do Programa Nacional de DST-Aids do Ministério da Saúde, Mariangela Simão, procurou afastar a idéia de descontentamento. "Foi uma ação administrativa. Não acho que houve o que muitos estão dizendo, um consenso paralelo."

Produzido pela Merck, o Raltegravir é indicado para pacientes que já não respondem às drogas oferecidas na lista de distribuição gratuita. O remédio recebeu o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março e, no mesmo mês, o programa estadual começou a receber pedidos para a distribuição do remédio. O tratamento mensal de cada paciente custa R$ 1.700.

Assim que os primeiros pedidos foram recebidos, o programa decidiu montar uma câmara técnica. "Em vez de simplesmente falarmos 'não temos a droga', decidimos analisar caso a caso", conta Kalischann. Um recurso que, a grosso modo, se assemelha a uma junta de conciliação.

Das 258 solicitações feitas, 218 foram aprovadas. Outras 40 foram negadas. "Isso facilita a programação. Ao mesmo tempo, evitamos que pacientes sem indicação recebessem a droga", observou o coordenador.

Aqueles que tiveram o pedido negado poderiam ingressar com ações na Justiça. Mas Kalischman acha que isso seria pouco provável. "Integrantes da câmara conversam com o médico que indicou o tratamento, mostram que há alternativas. E até agora, em todos os casos, houve acordo com o médico."

O Consenso Terapêutico nacional reuniu-se há poucos dias em Brasília e analisou a inclusão do Raltegravir na lista de distribuição gratuita. Embora não haja confirmação formal, a expectativa é de que, no próximo ano, o remédio já esteja disponível nos serviços.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.