Em seis de setembro de 1912 uma das recém importadas Compressoras compactam o calçamento para a instalação dos trilhos aos bondes elétricos, sob olhar dos curiosos | Acervo Cid Destefani
Em seis de setembro de 1912 uma das recém importadas Compressoras compactam o calçamento para a instalação dos trilhos aos bondes elétricos, sob olhar dos curiosos| Foto: Acervo Cid Destefani
  • Um dos espaços conhecidos no centro de Curitiba era o estacionamento no terreno baldio do Banco do Brasil, curiosamente chamado de
  • Um solitário amolador de facas era um dos tipos que chamavam a atenção dos passantes. Foto na Praça Tiradentes no inicio de 1912
  • Imagem de Compressora enviada pelo colaborador Paulo Grotzner. A máquina é igual às existentes em Curitiba, no início do século passado
  • O bonde elétrico, inaugurado em janeiro de 1913, era uma Esfinge para a imaginação do curitibano
  • O primeiro automóvel importado pelo industrial do mate, F. Fido Fontana extasiou os curitibanos, em 1903

O Paulo Affonso Grotzner, leitor fiel e colaborador desta página da Nostalgia, sempre nos surpreendem com as suas notas em cima de assuntos aqui abordados. Na semana que passou, uma das fotos, que mostra a Praça do Capão Raso em obras, aparece uma Compressora movida a vapor e que funcionou desde 1912 até o inicio de 1960 para compactar o piso das ruas que estivessem em obras em Curitiba.

O curioso da abordagem do Paulo é sobre como aquele aparelho funcionava. Por ser movido a vapor o condutor tinha de ascender a fornalha umas duas horas antes, usando lenha de qualquer espécie para fazer ferver a água da caldeira e assim, com o vapor, o monstro mecânico estaria apto a iniciar seu trabalho. O ilustre colaborador enviou uma gravura de uma compressora, rica em detalhes, que estamos publicando.

Tal aparelho, assim como os primeiros caminhões e o primeiro automóvel oficial que foram de uso da prefeitura foram adquiridos pelo engenheiro Candido de Abreu que exerceu o cargo de prefeito de Curitiba entre 1912 e 1916. Na sua gestão, foram inaugurados os bondes elétricos, em janeiro de 1913, que foi o grande progresso da capital em seu transporte coletivo.

Em abril de 1914, o curitibano viu o primeiro avião cortar o céu da cidade, com a chance de presenciar as decolagens e pousos na pista do Prado do Guabirotuba. Em 1909, a cidade presenciou, boquiaberta, a ascensão da aeronauta espanhola Maria Ainda, que partiu do Passeio Público pendurada em um balão de ar quente indo cair em cima da Catedral.

Francisco Fido Fontana surpreendeu Curitiba com a importação do primeiro automóvel, que com seu barulhento motor de explosão, espantava pedestres e animais que estivessem circulando pelas ruas da cidade.

Com a passagem do tempo as pessoas foram se acostumando com as novidades que iam surgindo. Houve tempos que as inovações eram tantas que os habitantes iam assimilando até como velhas conhecidas. Causou sem dúvida muito espanto o aparecimento do fonógrafo em 1901 e a primeira Rádio transmissora em 1924. A lista de surpresas é extensa, o próprio leitor pode saber de muitas que estão para ser lembradas.

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