Laudo concluído pelo Instituto de Criminalística (IC) confirmou a origem da bala que matou a estudante Bárbara Silveira Alves, de 16 anos, na semana passada, em Curitiba. Segundo a Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) da capital, a bala saiu da arma de um dos policiais que, supostamente, trocavam tiros com assaltantes na região do Santa Cândida, onde o crime aconteceu.

Bárbara morreu na última quarta-feira (1º.). Ela saía da Escola Estadual Santa Cândida, por volta do meio-dia, e foi atingida por uma bala perdida. A adolescente chegou a ser socorrida por uma equipe em um helicóptero e deu entrada no hospital Cajuru, por volta das 13h30, mas faleceu 20 minutos depois.

De acordo com o delegado Rodrigo Souza, que teve acesso ao laudo, a conclusão da perícia muda os rumos da investigação. Com o fato, o caso de homicídio passa agora a ser investigado pelo 4º Distrito Policial (DP), enquanto a especializada ficará responsável apenas pelo roubo que levou à suposta troca de tiros entre os PMs e os ladrões. "Agora o caso já está fora da nossa atribuição. Continuaríamos se fosse latrocínio, caso a bala tivesse vindo da arma dos criminosos", declarou o delegado.

Souza informou também que um dos suspeitos de cometer o assalto no restaurante já foi identificado. A intenção é de que a polícia chegue em breve ao segundo envolvido e que, ainda nesta semana, já seja efetuada a prisão da dupla. Suposta troca de tiros

Uma testemunha que presenciou o fato - e que preferiu não se identificar - relatou que a garota ficou ferida depois de ser atingida por uma bala perdida, em um confronto entre policias militares à paisana e assaltantes que tentavam roubar um restaurante.

De acordo com a proprietária do restaurante assaltado, Silvana Giovanella, um homem, que se passou por cliente do estabelecimento, após pedir almoço, rendeu os filhos dela. "Ele pediu dinheiro, apontou uma arma para meu marido também". O homem saiu do local e dois clientes, que seriam os dois policiais militares, perguntaram se a situação se tratava de um assalto.

Os policiais, que estavam à paisana, seguiram o suspeito, que estava com outro homem do lado de fora - este dava cobertura para o primeiro homem durante o assalto. Após abordagem, houve a troca de tiros e o ladrão conseguiu fugir, mas uma das balas atingiu a garota. De acordo com Enio Gionvanella, um dos proprietários do restaurante, foram disparados três tiros durante a confusão.

Posicionamento

Após uma semana do ocorrido, a Polícia Militar informou que deve se pronunciar sobre o disparo efetuado pelo policial na terça-feira (7). Até esta segunda-feira (6), a corporação mantinha o mesmo posicionamento do dia dos disparos, em que dizia ser prematura alguma posição sobre o caso e que o fato era investigado pela PM em um Inquérito Policial Militar (IPM). A polícia ainda não disse como vai se pronunciar.

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