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Já se passaram 20 anos, mas o verão de 1988, conhecido como "verão da lata", ainda está vivo na memória das pessoas. Músicas já foram compostas, livros editados e um filme está no forno para ganhar as telas de cinema.

Em setembro de 1987, a embarcação de bandeira panamenha Solana Star partiu da Austrália, rumo ao Rio de Janeiro. O navio carregava cerca de 20 mil latas, cada uma com 1,5 quilo de maconha. Vinha sendo monitorado pela Drug Enforcement Agency (DEA) norte-americana, que entrou em contato com a Polícia Federal. A PF informou a Marinha Brasileira, que despachou duas embarcações para interceptar o navio. Quando a tripulação do Solana Star foi informada via rádio, abandonou o barco, deixou a bordo apenas o cozinheiro e abriu o compartimento de carga, despejando as latas no mar. Fechadas a vácuo, as latas foram encontradas nas praias do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O livro 1988, O Verão das Latas de Maconha – O Processo, do advogado carioca Wanderley Rebello Filho, que será lançado em Curitiba na próxima semana, esclarece muitos pontos do episódio. Rebello foi o advogado responsável pela defesa do cozinheiro Stephen Skelton, único condenado pela Justiça Federal do Estado do Rio de Janeiro e, depois, no extinto Tribunal Federal de Recursos. Stephen Skelton foi condenado, em primeira instância, a uma pena de reclusão de 20 anos. Após cumprir parte da pena, o cozinheiro foi libertado graças ao trabalho de Rebello.

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Serviço

O livro 1988, O Verão das Latas de Maconha – O Processo será laçado na próxima sexta-feira (29), a partir das 19 horas, no bar Ao Distinto Cavalheiro, com a presença do autor. Rua Saldanha Marinho, 894, fone (41) 3019-4771.

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