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Veja o balanço de acidentes com águas-vivas no Litoral do Paraná nos últimos dois anos |
Veja o balanço de acidentes com águas-vivas no Litoral do Paraná nos últimos dois anos| Foto:

Previna-se

Veja como se proteger de acidentes e a forma correta de proceder em caso de queimaduras por água-viva:

- Esteja sempre em área protegida por guarda-vidas;

- Pergunte ao guarda-vidas se há grande incidência desses animais marinhos no local e, se houver, evite entrar no mar;

- Se você for queimado, saia imediatamente da água;

- Lave o local afetado com água do mar sem esfregar as mãos na área (nunca lave com água doce ou outra substância, como álcool e urina);

- Procure um posto de guarda-vidas para colocar vinagre na área atingida. Isto neutraliza a ação da toxina;

- Casos mais graves – com grande área corporal atingida e pessoas alérgicas – devem ser encaminhados ao hospital;

- Não toque nos animais, mesmo aqueles que pareçam estar mortos na areia da praia;

- Se há um histórico de alergia, evite entrar no mar se há ocorrências de água-viva;

- Nunca esfregue e nem coce o lugar queimado. A bolha poderá estourar e espalhar a substância tóxica para outros pontos;

- Se sentir dor de cabeça e enjoo procure o médico, pois é sinal de intoxicação;

- Não utilize remédios caseiros, nem gelo, pasta de dente, óleo, pomada ou urina na queimadura porque poderá infeccionar;

- A queimadura não deve ser exposta ao sol.

Fonte: Secretaria de Saúde e Corpo de Bombeiros.

  • Casos de queimaduras por águas-vivas bate recorde no Litoral do Paraná nesta temporada

O Corpo de Bombeiros registrou, na última quinta-feira, um número recorde de acidentes envolvendo águas-vivas no Litoral do Paraná para uma temporada. Foram 1.223 ocorrências em um único dia – 560 nas praias de Guaratuba, 506 em Matinhos, 156 em Pontal do Paraná e um em Antonina. O número representa 53% do total de casos (2.307) de toda a Operação Verão deste ano, que começou no dia 16 de dezembro. Na operação passada, de 2010/2011 (de 11 de dezembro de 2010 a 13 de março de 2011), foram registrados 541 casos de queimaduras pelos bombeiros, a maioria em Pontal do Paraná (365). O dia com mais ocorrências foi 24 de janeiro, com 185 registros.

Ontem o número de casos também foi alto, com 237 queimados apenas no período da manhã, o que preocupou muitos veranistas. A professora Elisia Santos de Matos, 36 anos, de Antonina, estava em Matinhos e disse que quatro crianças da família sofreram queimaduras ontem durante a tarde. A filha, Bárbara, de quatro anos, foi queimada no braço e no queixo. "Quem mais sofre são eles, nunca tínhamos visto tantos casos assim."

O operador de pintura Jimmy Alan de Oliveira, 26, e a filha Giovanna Martins, de cinco anos, também tiveram queimaduras. "Foi algo rápido e não muito sério, mas incomoda bastante por causa da ardência", disse Oliveira. Ele pediu a ajuda dos guarda-vidas, que forneceram vinagre para aliviar os efeitos do acidente.

Apesar do alto número de ocorrências, segundo Sezifredo Paz, superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa, apenas duas pessoas tiveram problemas alérgicos, mas foram medicadas e passam bem. Ele também disse que o órgão está consultando um grupo de técnicos para entender melhor o que está causando tantas ocorrências. "Por ora, vamos intensificar o trabalho de orientação para que as pessoas saibam como agir se tiverem uma queimadura", diz. Uma das hipóteses estudadas seria a de desequilíbrio ambiental pela ação de pescadores em alto-mar, que estariam deslocando as águas-vivas de seu habitat.

Ontem, representantes da Secre­­taria de Estado da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde de Matinhos e do Corpo de Bombeiros se reuniram para discutir medidas para diminuir a ocorrência de casos. Ficou acordado que, caso haja mais um aumento de casos em algum trecho do Litoral, a praia será mo­­men­­taneamente interditada pelo Corpo de Bombeiros, com o hasteamento de bandeira dupla vermelha. Os guarda-vidas chegaram a interditar por algumas horas um ponto da praia central de Guaratuba, no domingo retrasado, pela quantidade de casos – foram 37 queimados.

A professora Maria Angélica Haddad, pesquisadora do grupo de estudos de animais peçonhentos do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diz que é impossível afirmar com certeza qual a razão para tantas ocorrências. "Algumas hipóteses plausíveis são mudanças nos ventos e correntes marítimas e as mudanças climáticas no geral", diz. Ela diz que não existem estudos que comprovem que houve aumento na reprodução desses animais.

Serviço:

Matinhos -- Hospital Nossa Senhora dos Navegantes. Avenida Paraná, 828

Paranaguá -- Hospital Regional do Litoral. Rua dos Expedicionários, 269

Guaratuba -- Pronto-Atendimento Municipal. Rua João Meneleu de Almeida Torres, s/n – esquina com Guilherme Pequeno

Pontal do Paraná -- Pronto-Atendimento 24h (Praia de Leste)

Informações: Centro de Controle de Envenenamentos, pelo telefone 0800 410148

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