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Aula de cidadania que vem do mar

Surfe e bodyboard mantêm corpo e mente em forma e ajudam a afastar jovens de problemas que vêm da rua

  • PorVanessa Prateano, especial para a Gazeta do Povo
  • 19/01/2010 21:10
Os amigos Luiz Henrique  da Silva e Matheus Henrique dos Santos só vão para o mar se tiverem boas notas na escola | Antonio Costa / Gazeta do Povo
Os amigos Luiz Henrique da Silva e Matheus Henrique dos Santos só vão para o mar se tiverem boas notas na escola| Foto: Antonio Costa / Gazeta do Povo

Para participar de programa, aluno tem que ter boas notas

Em Matinhos, existe um projeto que incentiva a prática do surfe entre as crianças e adolescentes. O Ondas do Saber, bancado pela prefeitura, atende alunos de 1ª a 5ª séries da rede municipal de ensino no contraturno escolar. Para participar das aulas de surfe, a criança precisa ir bem na escola.

O desafio do projeto é chegar a mais crianças – hoje, ele atende 200, mas há cerca de 700 pessoas na lista de espera, fora as da rede estadual, que não podem participar. "Infelizmente não conseguimos atender a todos, pois o projeto exige investimento considerável em equipamentos e professores. Estamos à procura de patrocínio de empresas e do governo estadual para atingir mais crianças até o fim deste ano, pois sabemos da importância do esporte para o futuro delas", afirma o secretário municipal de Esporte e Cultura Eduardo Fofonca. (VP)

Matinhos - No Litoral do Paraná, dois esportes dividem com o futebol a preferência da meninada: o surfe e o bodyboard. O londrinense Matheus Henrique dos Santos, 13 anos, é um desses aficcionados. A paixão pelo surfe foi tão longe que obrigou a família a se mudar de Londrina para Matinhos há dois anos. "O surfe é a minha vida, se eu pudesse, passava o dia inteiro no mar", diz ele, que costuma pegar onda com o amigo Luiz Henrique Fermino da Silva, também de 13 anos. Além da paixão e do desejo de fazer do hobby uma profissão, outro motivo leva o menino e a família a alimentar o sonho: o esporte é também uma forma de mantê-lo longe da rua.

"Matinhos é uma cidade muito insegura. É muito fácil um adolescente se perder, especialmente fora da temporada. Com o surfe, ao invés de ele ficar na rua, está correndo atrás de um objetivo", afirma a mãe de Matheus, a comerciante Morgana Aparecida Marangoni. Em casa há até um trato: para ganhar prancha e leash (fio que prende os tornozelos à prancha), Matheus precisa ir bem na escola. "Só assim para ele estudar. Porque se eu deixasse ele trocava o estudo pelo mar", brinca a mãe.

Um exemplo de que o esporte pode render bons frutos é o do surfista Peterson Crisanto, 17 anos, vice-campeão mundial sub-16 e participante do WQS (a segunda principal disputa mundial). Filho do pescador Gérson Crisanto, Peterzinho, como é chamado, cresceu em Matinhos sob o olhar do pai. "Se eu virasse as costas, o Peterson poderia não estar onde está. Quantas companhias erradas apareceram pelo caminho. Graças a Deus eu insisti no dom dele e hoje ele está me dando orgulho", diz.

No começo, a renda modesta exigiu de Gérson muita paciência e coragem para pedir ajuda. "Eu pedia auxílio à colônia de pescadores para pagar inscrição de campeonato, diária de hotel e comida. Muitas vezes tirei comida de casa para ele poder competir. Mas valeu a pena e eu recomendo aos pais que façam o mesmo com o filho que tem esse sonho."

Incentivo

Apesar de Matinhos ser um dos maiores celeiros de surfistas e bodyboarders do Brasil – além de Peterson Crisanto, das praias da cidade também saíram Peterson Rosa (por 14 anos integrante do WCT, a elite do surfe mundial), Jihad Kodr (bicampeão do Super Surf, principal competição nacional, e integrante do WQS), Bruna Schmitz (primeira paranaense a integrar o WCT feminino) e Sanderson Trevisan (atual vicecampeão brasileiro de bodyboard e integrante do Super Top, a elite mundial da categoria) –, ainda são inúmeros os obstáculos para quem quer seguir o caminho dos ídolos. "O esporte ainda é muito marginalizado. Então fica difícil para um pai ou uma mãe incentivar o filho a seguir a carreira", lamenta o presidente da Federação Paranaense de Bodyboard, Stéfano Priska.

De acordo com Priska, faltam incentivos governamentais e patrocínio de empresas privadas que poderiam bancar programas para tirar os jovens das ruas. "Não é difícil ver moleques que teriam futuro no bodyboard presos ou usando drogas", resigna-se.

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