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Moradores do Jardim Esperança protestaram no dia 31 de janeiro por mais segurança e pelo fim da inversão na PR-407 | Valterci Santos/Gazeta do Povo
Moradores do Jardim Esperança protestaram no dia 31 de janeiro por mais segurança e pelo fim da inversão na PR-407| Foto: Valterci Santos/Gazeta do Povo

A Justiça Federal de Paranaguá concedeu liminar à concessionária Ecovia impedindo que manifestantes fechem a BR-277 e as PRs 407 (Pontal do Paraná) e 508 (Alexandra-Matinhos) para protestar. No dia 31 de janeiro, populares bloquearam a PR-407 durante duas horas para pedir mais segurança nas estradas e por isso não houve a Operação Mão Única, em que há inversão de tráfego para facilitar o retorno dos veranistas.

Caso a decisão da Justiça Federal não seja respeitada, a multa será de R$ 10 mil por hora no caso de ocorrer bloqueio na praça de pedágio ou no cruzamento da PR-407 com a BR-277.

De acordo com o presidente da Associação de Moradores do Jardim Esperança, em Paranaguá, Erickson Rodolfo Lagos Torres, os protestos visavam chamar a atenção da concessionária Ecovia e da prefeitura de Paranaguá para o risco de atropelamentos na 407. "Os motoristas passam em alta velocidade, já houve vários atropelamentos e até mortes aqui. Temos que fazer alguma coisa para mudar essa situação", afirma o presidente da Associação de Moradores do Jardim Esperança.

Segundo Torres, não estão previstos novas manifestações porque houve uma reunião na última sexta-feira (5) entre a Ecovia, os moradores, a Policia Rodoviária Estadual, a prefeitura de Paranaguá e o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) para que obras sejam feitas na estrada. Ficou acordado que a Ecovia tem 30 dias para escolher a empresa que construirá ciclovias. E no prazo de 120 dias as obras de três quilômetros de ciclovia, de passagens de níveis, fechamento de acessos irregulares, e da colocação de três radares devem estar prontas. "Está tudo acertado e vamos aguardar os cinco meses. Mas se nada for feito, retomaremos os protestos", argumenta Torres Já a concessionária Ecovia, em nota, afirma que aguarda o aval formal da prefeitura de Paranaguá para que então passe a contar os 30 dias previstos no acordo. A nota diz também que "as comunidades se comprometeram a entregar até o dia 09 de fevereiro junto à prefeitura documento manifestando sua concordância com as obras, a partir de quando, a prefeitura terá o prazo de 5 dias úteis para analisar e emitir documento similar à concessionária". Segundo Torres, essa exigência foi cumprida pelos moradores.

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