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Meio ambiente

Pássaros que cantam e encantam

A variedade de espécies atrai adeptos da observação de pássaros, ou birdwatching, ao Litoral paranaense

  • PorRobson Martins
  • 01/01/2009 21:08

Para ver e ouvir

Há diferentes alternativas para quem quer apreciar as belas aves do Litoral paranaense:

> Para ver os pássaros filmados por Breves, basta acessar o www.ornithos.com.br. No luck2105.multiply.com é possível ver fotos das aves. Já quem estiver em Morretes e quiser observar ao vivo, deve entrar em contato pelo (41) 3462-4239.

> O guia Raphael Sobania organiza passeios para a prática do birdwatching. Informações no www.sobania.com.br ou (41) 8804-6878.

> Para atrair os pássaros em casa, basta usar frutas, principalmente banana e mamão, sementes ou garrafas para beija-flor.

> Não é preciso, contudo, ir ao Litoral para ver lindos pássaros. Em Curitiba vivem mais de 100 espécies, como o bem-te-vi, o sabiá, o canário-da-terra e o sabiá-laranjeira.

  • Saíra sete cores (Tangara seledon)
  • Bonito-lindo (Euphonia violacea)

Fascinantes pelo canto e pela beleza, os pássaros do Litoral paranaense desfrutam da maior área preservada de Mata Atlântica do Brasil. A concentração de espécies na região favorece um lazer difundido principalmente entre americanos e ingleses, a observação de pássaros, ou birdwatching, em inglês.

De acordo com Raphael Luiz Moura Sobania, guia profissional de birdwatching, os estrangeiros chegam a pagar U$ 200 por dia para ver espécies muito específicas. "O Litoral do Paraná é o melhor lugar para ver a saíra-sapucaia e os estrangeiros vêm até aqui atrás dela. Recentemente, um francês veio só para ver o bicudinho-do-brejo", afirmou Sobania.

Segundo ele, os brasileiros não têm a cultura de observar os pássaros e, quando se interessam, não costumam pagar para ter um guia, como os turistas de fora. "Nos Estados Unidos é quase uma profissão, há empresários e aposentados que só fazem isso na vida. Já no Brasil, o interesse maior é de jovens", diz.

Quem se dedica à observação, no entanto, encontra na costa paranaense um verdadeiro paraíso. São mais de 400 espécies, que habitam a Mata Atlântica. Entre elas, as mais comuns são a saíra-sete-cores, o canário-da-terra, o tucano-de-bico-preto, o tucano-de-bico-verde, o gaturano (mais conhecido na região como bonito-lindo), o sabiá-laranjeira, o saí-azul, além de diversas espécies de beija-flor e a gralha-azul, que, curiosamente, anda sendo vista mais no Litoral do que nas florestas de araucárias.

Para quem acredita que apreciar todas essas espécies exige apenas bons olhos, Sobania lembra que importantes mesmo são os ouvidos. "Na maior parte do tempo, só se escuta o animal", comenta o guia, que utiliza um equipamento de som para imitar o canto de diversos pássaros, com o objetivo de chamá-los.

Transmissão online

Amante da natureza, o publicitário e cinegrafista Luciano Amaral Breves, há algum tempo, transmitiu para a irmã uma imagem ao vivo de um pássaro no quintal de sua casa, em Morretes. A ideia fez tanto sucesso que ele construiu um site para divulgar as belezas das aves que habitam a Mata Atlântica.

No primeiro mês de transmissão, que utiliza duas câmeras simultâneas, foram mais de 20 mil visitas. Hoje, seis meses depois, internautas de mais de cem países acessam o portal. As câmeras funcionam 24 horas por dia, com imagens dos pássaros durante o dia e de pequenos anfíbios que brilham à noite, como a perereca-macaco, espécie que só habita a Mata Atlântica. A presença das aves na casa de Breves é maior nos horários em que elas buscam comida, entre 5h30 e 7h30 e entre 17 e 19 horas.

Para poder mostrar toda a beleza destes animais, Breves está fazendo um novo site e montou um espaço em casa com tudo que possa atrair as aves. O resultado são pessoas do mundo todo que, além de verem os pássaros na rede, também viajam para visitar o local.

O interesse pela natureza sempre existiu na vida do publicitário, mas aumentou em 1997 após uma viagem de 45 dias pelo Brasil, em que ele percorreu 30 mil quilômetros. "Quando cheguei ao Pará, tinha tanta fumaça de queimada que não dava para ver o sol. Fiquei muito frustrado de não ver os animais típicos da região. Depois disso resolvi divulgar as maravilhas que temos de preservar."

Segundo Breves, este objetivo vem sendo conquistado com o site, que conta com doações e parcerias. A ajuda, no entanto, não cobre as despesas da conexão com a internet, a comida para os animais, a manutenção dos equipamentos e o tempo gasto no chat bilíngue, em que o publicitário informa sobre a espécie que está ao vivo. Mesmo assim, a ideia é ampliar o projeto, com a aquisição de um laptop para realizar as transmissões de dentro da mata, via satélite.

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