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52 empresas que repassaram R$ 5 mi aos irmãos Vargas são investigadas pela Lava Jato

Segundo a Polícia Federal (PF), 10% dos acordos mantidos pelos órgãos com a agência Borghi Lowe eram desviados

  • PorDa Redação
  • 14/05/2015 22:00
Vargas foi deputado federal pelo PT entre 2007 e 2014 – quando foi cassado após ser revelado seu relacionamento com o doleiro Alberto Youssef. | Albari Rosa/gazeta do povo
Vargas foi deputado federal pelo PT entre 2007 e 2014 – quando foi cassado após ser revelado seu relacionamento com o doleiro Alberto Youssef.| Foto: Albari Rosa/gazeta do povo

O ex-deputado federal André Vargas (ex-PT), junto com seus irmãos Leon e Milton Vargas, receberam cerca de R$ 5 milhões em propina por meio de depósitos efetuados a duas empresas que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), eram de fachada. Por sua vez, as empresas que fizeram os repasses para os Vargas embolsaram no mínimo R$ 17,6 milhões em contratos com o governo federal. Agora, a força-tarefa da Operação Lava Jato trabalha para apurar se há correlação entre os pagamentos efetuados a Vargas e os contratos com a União. E de que maneira o ex-deputado exerceria influência nos contratos de órgãos públicos.

outro lado

A reportagem tentou telefonar e deixou recados para a advogada de André Vargas, Nicole Trauczinski. Mas ela não atendeu e nem deu retorno. O advogado de Leon Vargas, Alexandre Loper, disse que não iria se pronunciar. O Ministério da Saúde informou que está investigando internamente os desvios nos contratos de publicidade, e só deve ter resultado em junho. A Caixa não respondeu ao contato da reportagem, mas anteriormente informou que iria investigar o caso. Milton Vargas não foi localizado. A Borghi Lowe afirma que colabora com as investigações.

Até o momento, a investigação detectou a manobra em contratos de publicidade do Ministério da Saúde e da Caixa Econômica Federal. Segundo a Polícia Federal (PF), 10% dos acordos mantidos pelos órgãos com a agência Borghi Lowe eram desviados, por meio de contratos fictícios, para duas empresas de fachada ligadas a Vargas.

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Mas a Gazeta do Povo apurou que as empresas que fizeram os repasses aos Vargas também firmaram acordos com vários outros setores do governo federal, além da Caixa e da Saúde. Esses acordos passarão por um pente-fino nos próximos meses.

O levantamento feito pela reportagem, com base em dados da Receita Federal, levou em consideração 219 depósitos efetuados entre 2009 e 2014 por 52 empresas para as contas da Limiar Consultoria e Assessoria em Comunicação (que tem como sócios André e Leon Vargas) e LSI Soluções em Serviços Empresariais (dos sócios Milton e Leon Vargas). Ao mesmo tempo, foram apurados os valores que essas 52 empresas receberam do governo federal.

Os recursos da União direcionados às 52 empresas podem ser maiores, pois os dados dos contratos da Caixa não são especificados no portal de transparência do governo federal.

O esquema, segundo as investigações, funcionava da seguinte maneira: os órgãos públicos contratavam agências de publicidade para fazer propaganda. Por sua vez, as agências subcontrataram produtoras menores, que teriam sido orientadas a pagar comissões de bônus de volume (tradicionais no mercado publicitário) para as contas de Vargas. O esquema seria semelhante ao utilizado no escândalo do mensalão, na avaliação da PF.

Vargas foi deputado federal pelo PT entre 2007 e 2014 – quando foi cassado após ser revelado seu relacionamento com o doleiro Alberto Youssef.

Ele foi vice-presidente da Câmara Federal e secretário de Comunicação nacional do PT de 2010 ao início de 2014. Ainda está sob investigação se a função que Vargas desempenhava no partido favoreceu a influência nos contratos de publicidade.

Em uma entrevista à Gazeta do Povo em 2011, o ex-deputado atribuiu à empresa de consultoria da qual era sócio a justificativa para seu patrimônio ter aumentado 560% nos quatro anos anteriores. Segundo ele, na época, o empreendimento era responsável por metade de seus rendimentos.

Preso em Curitiba desde abril, Vargas é investigado pelos depósitos em suas empresas de fachada; por suposto lobby para o laboratório Labogen (também investigado na Lava Jato) no Ministério da Saúde; e por suposta lavagem de dinheiro na compra de uma casa em Londrina (comprada por R$ 980 mil, mas declarada por R$ 500 mil).

Leon Vargas foi preso na mesma data que André, mas está respondendo ao processo em liberdade. Milton Vargas, que chegou a ser contratado por Youssef para prestar serviços para a Labogen, não foi indiciado na Lava Jato.

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