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Abib Miguel: penas de mais de 37 anos determinadas na Justiça | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Abib Miguel: penas de mais de 37 anos determinadas na Justiça| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

O ex-diretor geral da Assembleia Legislativa do Paraná Abib Miguel, 74 anos, foi preso novamente no final da tarde de ontem na casa dele, em Curitiba. De lá, ele foi levado para a sede do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) − braço do Ministério Público Estadual (MP) – e iria seguir para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, por prazo indeterminado. Conhecido como Bibinho, ele é acusado pelo MP de ser o mentor de um esquema que teria desviado pelo menos R$ 200 milhões dos cofres do Legislativo estadual.

A prisão preventiva de Bibinho foi decretada pelo desembargador José Maurício Pinto de Almeida, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ), com base em dois processos da 9.ª Vara Criminal de Curitiba. Condenado a penas que somam mais de 37 anos de prisão, o ex-diretor recorreu das decisões. Os recursos tramitam na 2.ª Câmara Criminal do TJ, sob relatoria do próprio Almeida.

Na decisão de ontem, o desembargador acatou o argumento do MP de que, mesmo condenado, Bibinho teria continuado a praticar crimes. Ele tinha o direito de recorrer às condenações em liberdade. Ao contrário da prisão anterior – que era temporária e, portanto, tinha prazo para acabar –, a nova decisão judicial manterá o ex-diretor na cadeia até que um habeas corpus ou algum outro tipo de recurso seja aceito pela Justiça.

Prisão anterior

Bibinho já havia sido preso no último dia 28, quando recebia uma mala com R$ 70 mil no aeroporto de Brasília. Com contas bancárias e bens bloqueados desde 2010, ele teria, segundo o MP, montado uma rede de lavagem de dinheiro que permitia que continuasse movimentando recursos financeiros por meio de empresas e contas em nome de outras pessoas. A prisão fez parte da Operação Argonautas, desencadeada justamente para pôr fim à suposta lavagem, e foi comandada pelo Gaeco. Com o fim do prazo da prisão temporária, Bibinho foi solto no dia 5.

Na ocasião, também foram presos temporariamente mais quatro suspeitos: dois filhos de Bibinho – Eduardo Miguel Abib e Luciana de Lara Abib – e os irmãos Edivan e Sandro Bataglin. Luciana é apontada pelo MP como principal testa de ferro do pai. Já os irmãos Bataglin eram sócios de Abib e administravam a fazenda dele em Goiás. Além das prisões, a Justiça ainda determinou o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão.

Por telefone, o advogado do ex-diretor da Assembleia paranaense, Eurolino Reis, disse que não vai comentar a prisão do cliente até tomar conhecimento da decisão do TJ.

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