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CPI da Petrobras

Câmara pede vídeos e agenda de Dilma para comprovar encontro com Lina

Ela tem 30 dias para responder, sob pena de crime de responsabilidade. Ex-secretária da Receita diz ter tido reunião com a ministra, que nega

A Câmara dos Deputados enviou nesta quinta-feira (20) para a Casa Civil um pedido de acesso a uma série de informações que possam comprovar o encontro da ministra Dilma Rousseff e da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira. O pedido foi encaminhado pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

No encontro, que a ministra nega ter ocorrido, Dilma teria pedido à ex-secretária que agilizasse a investigação que a Receita sobre as empresas de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Lina disse ter interpretado como um pedido para encerrar as investigações.

A ministra terá 30 dias para responder ao pedido. Caso ela não atenda à solicitação ou preste informações falsas, poderá responder por crime de responsabilidade.

O autor do pedido, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), líder do Democratas na Câmara, quer ter acesso a vídeos do circuito interno de televisão do Palácio do Planalto, registro de carros que estiveram no local e cópia da agenda de compromissos da ministra nos meses de novembro e dezembro do ano passado.

"Mentira tem perna curta. No decorrer dos últimos dias todos os fatos mostram que a ex-secretária Lina está falando a verdade Se o governo quisesse encerrar de vez o assunto, era só apresentar as imagens e também a planilha dos carros que tiveram acesso ao Pálacio do Planalto", disse Caiado.

Senadores de oposição querem que a ex-secretária passe por uma acareação com Dilma. Durante o depoimento que deu na terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, ela disse que aceitava a aceração.

Na quarta-feira (19), o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), ironizou a proposta de acareação. "Eles (a oposição) querem a televisão. O negócio deles é aparecer. Narciso acha feio tudo que não é espelho", provocou.

No depoimento à CCJ, a ex-secretária da Receita Federal apresentou detalhes do suposto encontro secreto com Dilma Rousseff, mas negou que a ministra tenha tentado influenciar no resultado de investigações do órgão sobre os negócios do filho de José Sarney.

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