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Celso Nascimento

Reuniões decisivas se repetem para decidir que decisão tomar

  • Porcelso@gazetadopovo.com.br
  • 11/02/2010 21:02

Se o governador José Serra não decidiu ainda nem sua própria candidatura a presidente, decidirá sobre quem deve ser o candidato ao governo do Paraná? Esta pergunta pairava no ar ontem desde que se divulgou que o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, praticamente confessou ter fracassado em sua tentativa de promover entendimento entre Alvaro Dias e Beto Richa – os dois pretendentes tucanos a concorrer ao cargo.

Cansadíssimo, literalmente esgotado com tantas reuniões, telefonemas, argumentos mil que lhe entupiram as orelhas, Guerra transferiu a decisão para o presidenciável José Serra – que embora presidenciável assim não se declara! Dizem que tem dúvidas se deve correr o risco de reeleger-se governador de São Paulo ou acabar derrotado por Dilma Rousseff.

Pois bem: afora alguns telefonemas que teria dado para gabinetes importantes no Paraná para conferir, entre outras coisas, se o PMDB paranaense estaria mesmo disposto a apoiá-lo, Serra não deu continuidade a conversações que pudessem ser mais conclusivas. E recolheu-se aos afazeres que mais lhe atazanam a vida agora – as enchentes que assolam o seu estado.

Por isso a pendenga Beto-Alvaro continua exatamente do mesmo tamanho. Uma paradeira que, no entanto, tem significado importante se alguns fatos forem rememorados. O primeiro fato a ser lembrado é a afirmação que os tucanos locais sempre fizeram: "O diretório nacional não vai interferir no Paraná; nós temos toda a liberdade para decidir sobre o nome que quisermos", diziam alguns com boca cheia.

Estavam tão convictos de que diziam uma verdade cristalina, que marcaram para o dia 8 passado a reunião do diretório que definiria Beto Richa como candidato, fosse qual fosse a posição do diretório nacional, escanteando Alvaro Dias. Pois não é que a reunião do dia 8 não decidiu nada?

Decidiu-se, apenas, que novas conversas deveriam ser travadas em Brasília – de onde o prefeito e seus conselheiros voltavam com ares de vitória e marcavam nova reunião para sacramentar. Marcaram uma para a última segunda-feira, por exemplo, onde decidiram não decidir. E, de novo marcaram passagens aéreas para Brasília e São Paulo. E nada!

Agora, a próxima reunião está definida para o dia 22. Será decisiva? Dependerá de Serra definir sua posição antes disso? Se não decidir, o diretório estadual decidirá por conta própria? O passado autoriza a imaginar que se fatos novos não surgirem no meio do caminho – por exemplo, um entendimento entre Beto e Alvaro, com a renúncia de um ou de outro – o encontro do dia 22 servirá, outra vez, para marcar a decisão para outra reunião.

Enquanto isso, outras pedras se movem:

• Rubens Bueno, presidente do PPS, que lutou pela manutenção da aliança do grupo do qual fazia parte o PDT de Osmar Dias, também aparenta cansaço com a falta de entendimento. Tão cansado que já admite que, tendo havido a quebra do grupo, também não precisa se sentir preso aos compromissos de união firmados em 2008. E começa a preparar a sua própria candidatura ao governo. Detentor tradicional de consideráveis mais de 10% do eleitorado, talvez reconheça que não tem condições de derrotar os candidatos mais fortes. Mas, se ficar de fora da eleição só por uma questão de fidelidade ao grupo, acabará por prejudicar a eleição de uma boa bancada de deputados estaduais e federais do PPS. Se acabar se decidindo por esta opção, é a coligação de Beto Richa que sofre mais uma revés de esvaziamento.

• O PPS faz isso. E o DEM, mesmo sem candidato a governador, mas com um pleiteante a senador que não encontra espaço na chapa de Beto Richa, também pode abandonar o seu barco. Os dirigentes nacionais do partido, como o deputado Rodrigo Maia, comungam da ideia de que o candidato melhor e mais viável é Osmar Dias. O problema está em ele se aliar ao arqui-inimigo PT, pois o DEM não abre mão de apoiar José Serra. Palanque complicado ficaria esse no Paraná. Mais simples, na opinião do deputado demo Eduardo Sciarra, teria sido manter a aliança, garantindo a vitória para todos. Co­­­mo não deu, defende apoio a Richa para não prejudicar a eleição presidencial. O racha está feito e não se resolverá em pouco tempo – talvez só na con­­­venção de junho.

• Outro que está cansado da lenga-lenga é Osmar Dias. Tentado a aliar-se ao PT de Dilma Rousseff, levou com a barriga esta proposta até agora, na esperança de que a aliança quebrada pelo PSDB fosse reconstituída e ele voltasse a entrar na roda. Não é o que está acontecendo. Não tem recebido sinais suficientes para retornar ao redil. Como não desiste de ser candidato, só lhe restará mesmo o PT – que o pressiona para decidir-se com muita pressa.

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