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Com delação, Youssef troca 122 anos de prisão por menos de três e deixa a cadeia na semana que vem

O doleiro vai cumprir mais quatro meses em prisão domiciliar antes de passar para o regime semiaberto. Ele e Paulo Roberto Costa – que já está livre – foram um dos primeiros a fechar acordos de delação premiada na Lava Jato

  • Kelli Kadanus
Youssef (de camisa branca) conduzido por policiais federais para um depoimento: ajuda nas investigações rendeu pena bem menor ao doleiro. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Youssef (de camisa branca) conduzido por policiais federais para um depoimento: ajuda nas investigações rendeu pena bem menor ao doleiro. Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
 
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Depois de cumprir dois anos e oito meses de prisão em regime fechado, o doleiro Alberto Youssef vai deixar a carceragem da Polícia Federal no dia 17 de novembro – antes do prazo mínimo previsto no acordo de colaboração premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF). Ao lado do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, Youssef foi um dos primeiros investigados na Lava Jato a fechar acordo e auxiliar nas investigações. O doleiro, se não firmasse a delação, teria de cumprir 122 anos de prisão.

Youssef deixará a carceragem da PF para cumprir quatro meses em prisão domiciliar em São Paulo. Em seguida, vai para o regime aberto, como previsto no acordo. Costa já terminou de cumprir a pena prevista no acordo e está em liberdade desde a semana passada.

Os dois começam a usufruir das contrapartidas das delações que desenharam para os investigadores o esquema de corrupção dentro da Petrobras. Foram os depoimentos de Costa e Youssef que ajudaram a força-tarefa a entender como funcionava o esquema de cartel e direcionamento de licitações em pelo menos três das diretorias da Petrobras – Abastecimento, Serviços e Internacional. Segundo os delatores, cada diretoria era destinada a arrecadar recursos – através de superfaturamento de contratos – para um partido: PP, PT e PMDB, respectivamente.

Condições

O acordo celebrado entre o Youssef e o MPF prevê que as penas somadas de todos os processos em que ele for réu não poderão ultrapassar 30 anos. O acordo também prevê o cumprimento de no mínimo três e no máximo cinco anos de prisão em regime fechado. Em seguida, segundo o acordo, Youssef passaria para o regime aberto.

Na prática, Youssef vai cumprir dois anos e oito meses em regime fechado e mais quatro meses em prisão domiciliar. Depois, estará livre – a menos que volte a cometer crimes, como já aconteceu uma vez, quando quebrou um acordo firmado no caso Banestado.

Se não tivesse firmado acordo para auxiliar nas investigações, Youssef teria para cumprir uma pena de 122 anos e dois meses de prisão. Como firmou o acordo, Youssef deixa a carceragem antes mesmo das investigações terminarem, deixando vários “colegas de cela” para trás.

Sem tornozeleira

Já Paulo Roberto Costa cumpriu um ano em prisão domiciliar. Depois, mais um ano no regime semiaberto e já está cumprindo o restante da pena em regime aberto. Costa tirou a tornozeleira eletrônica na semana passada na Justiça Federal, em Curitiba.

Costa foi condenado na Lava Jato a um total de 64 anos, seis meses e dez dias de prisão. O total máximo de condenação a ser considerado, pelo acordo de colaboração premiada, foi de apenas 20 anos.

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