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Delator pediu ajuda a amigo de Lula para favorecer empresa de Eike Batista

    • Da Redação com Estadão Conteúdo Web
    • 21/10/2015 07:49
    Fernando Baiano, o operador do PMDB na Lava Jato: ajuda de pecuarista amigo do ex-presidente Lula. | Brunno Covello/Gazeta do Povo
    Fernando Baiano, o operador do PMDB na Lava Jato: ajuda de pecuarista amigo do ex-presidente Lula.| Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo

    Novo trecho da delação premiada do operador de propinas do PMDB Fernando Soares, o Fernando Baiano, volta a citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro da Operação Lava Jato. O delator contou que decidiu buscar a ajuda do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do de Lula e com livre acesso ao Planalto, para beneficiar o empresário Eike Batista, do grupo OSX, em contratos de navios-sonda – a amizade do ex-ministro Antonio Palocci com Eike teria influenciado no negócio. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo.

    Baiano afirmou ter entrado com contato com o pecuarista no primeiro semestre de 2011 e marcado um encontro em São Paulo para tentar abrir portas para a OSX na empresa Sete Brasil, criada pela Petrobras em parceria com bancos e fundos de pensão federal. Tudo isso “em razão da relação entre Antonio Palocci e Bumlai”.

    Delator diz que Lula negociou contratos suspeitos da Petrobras

    Em depoimento, Fernando Baiano afirma que o ex-presidente tratou da compra de navios-sonda. Investigações concluíram que o negócio envolveu propina

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    Ainda de acordo com a reportagem, Fernando Baiano contou no depoimento de 16 de setembro, que junto com seu sócio Luis Miguel Fernandes fazia a “gestão comercial da construção de um estaleiro da OSX em parceria com a empresa espanhola Acciona”.

    O pessoal da OSX disse ao depoente que considerava muito estranha a forma como tinha sido conduzida essa tomada de preços, porque a OSX seria o maior estaleiro em construção no Brasil, tinha condições de ter apresentado preços muito bons, mas, mesmo assim, a Sete Brasil/Petrobras teria deixado a OSX fora da licitação”, afirmou Baiano.

    Segundo Baiano, Luis Carneiro e Carlos Eduardo Sardemberg Bellot, ambos ex-funcionários da Petrobras, eram seus interlocutores dentro da OSX. A empresa da Eike considerava o contrato de navios-sondas da Sete Brasil “muito importante para o estaleiro da empresa”.

    Pecuarista

    Foi a partir daí que Fernando Baiano decidiu procurar Bumlai, amigo de Palocci, que seria o responsável pela indicação política de Ferraz para presidente da Sete Brasil.

    “O presidente da Sete Brasil na época era João Carlos Ferraz, o qual, de acordo com comentários do mercado, era um ex-funcionários da Petrobras que havia sido indicado para o cargo por Antonio Palocci”, afirmou Baiano. Palocci foi coordenador da campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2010, e ocupava em 2011 cargo de ministro-chefe da Casa Civil. “Bumlai disse que iria ver a possibilidade de trabalhar o assunto, ficando de dar um retorno.”

    Ferraz era ex-funcionário da Petrobras e foi o primeiro presidente da Sete Brasil, empresa criada pela Petrobras com bancos e fundos de pensão, para contratação de 28 navios-sonda pelo valor de US$ 22 bilhões. Ferraz e outro ex-executivo da Sete Brasil, Eduardo Musa, confessaram em delação premiada que esses contratos envolveram propina de 1%. Parte abasteceu os cofres do PT, contou o ex-gerente de Engenharia da estatal, Pedro Barusco.

    Comissão

    Por causa da intermediação, a OSX aceitou em pagar um porcentual em relação aos contratos de navios-sondas intermediados por Bumlai, que aceitou “conversar com as pessoas”, de acordo com o delator.

    De acordo com o Estadão, o encontro foi marcado ainda no primeiro semestre de 2011. Na reunião, Baiano relata que o presidente da Sete Brasil teria informado ao executivo da OSX que o pacote de sondas já estava fechado, mas que havia a possibilidade de contratação de dois novos equipamentos – voltados para exploração de petróleo em águas profundas.

    Outro lado

    Ao Estado de S. Paulo, Bumlai informou que: “A respeito das questões encaminhadas, insistimos que o empresário JCB nunca atuou em nome de OSX ou de Fernando Baiano em quaisquer demandas, nem pediu dinheiro usando o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou seus familiares, para beneficiar quem quer que fosse. Mais uma vez, informações já contestadas por nós são misturadas irresponsavelmente, na tentativa de criar novos fatos que, na prática, não existem.”

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