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Desafio do novo ministro será unificar o PDT

Indicado para o Ministério do Trabalho, Brizola Neto não conta com o apoio dos deputados pedetistas

  • PorDas agências
  • 30/04/2012 21:14
Brizola Neto: novo ministro do Trabalho toma posse na quinta | Eliaria Andrade/Agência O Globo
Brizola Neto: novo ministro do Trabalho toma posse na quinta| Foto: Eliaria Andrade/Agência O Globo

Indicado será o ministro mais jovem de Dilma

Aos 33 anos, Brizola Neto é o mais jovem ministro do governo da presidente Dilma Rousseff. Neto do ex-governador Leonel Brizola (morto em 2004), Carlos Daudt Brizola nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e está no seu segundo mandato como deputado federal pelo Rio de Janeiro.

"O nome que carrego é uma bandeira. É um símbolo para milhões de pessoas que sonham com um Brasil diferente, com um Brasil com justiça, com trabalho, com progresso para nosso povo. Defender este país é ser nacionalista; defender este povo é ser trabalhista. E lutar por isso a vida inteira, sem jamais esmorecer, é ser Brizola", define o parlamentar em uma autobiografia publicada em seu blog na internet (http://www.tijolaco.com/).

No blog, ele diz que começou sua vida política, aos 16 anos, ao lado do avô. Ele dedica boa parte dos textos publicados na sua página na internet para defender as investigações sobre o empresário de jogos ilegais Carlinhos Cachoeira. Além disso, critica a imprensa e apoia a reeleição do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Mesmo sem vencer as últimas eleições, Brizola Neto voltou à Câmara dos Deputados como suplente do deputado Sergio Zveiter (PSD). Ligado ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), Zveiter deixou a Câmara para assumir a Secretaria de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro, cargo ocupado anteriormente pelo próprio Brizola Neto.

Folhapress

O novo ministro do Trabalho, deputado Brizola Neto (PDT-RJ), tem como primeiro desafio unificar o PDT. O partido resiste à escolha de seu nome para a pasta, desde a saída de Carlos Lupi, presidente do PDT, em dezembro do ano passado. Brizola Neto foi oficialmente indicado para o cargo ontem, pela presidente Dilma Rousseff. Ele toma posse na quinta-feira.

A indicação do seu nome desagradou a bancada do PDT na Câmara dos Deputados. O líder do partido na Casa, o deputado André Figueiredo (CE), disse que a legenda não reconhece no indicado um representante da legenda no primeiro escalão do governo Dilma. A bancada preferia o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS) para o cargo. Outro cotado para o posto era o secretário-geral do PDT, Manoel Dias.

Entre os pedetitas na Câmara, Brizola conta com o apoio do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical. O aval da Força Sindical e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi considerado fundamental para Dilma bater o martelo em relação ao nome de Brizola Neto. Esses apoios também são considerados importantes para que ele consiga restabelecer a unidade no PDT.

Assim que foi confirmada a sua indicação ao cargo, o novo minitro começou a conversar com os parlamentares do PDT em busca da unificação. "O fundamental é a unidade do partido e acabar com qualquer tipo de insatisfação", disse Brizola Neto. Uma reunião com a bancada deverá acontecer na próxima semana.

O ministro ressaltou que o PDT sempre deu demonstrações de apoio ao governo e ao programa desenvolvido pela presidente Dilma Rousseff. "Não teremos grandes dificuldades em seguir o projeto de unidade do partido", prevê Brizola Neto. Segundo ele, o compromisso de todos é com a identidade do partido com o governo e com o projeto que representa o governo Dilma.

Porém, não é bem esse discurso que a bancada pedetista na Câmara está adotando. Como não entendem a indicação de Brizola Neto como do partido, os deputados afirmam que o PDT deverá ficar ainda mais a vontade para adotar uma postura independente no Congresso."Sem um representante no ministério, como realmente não temos, nós ficamos mais a vontade e mais livres para votarmos com a nossa linha programática e com nossos convencimentos", Disse o deputado Giovanni Queiroz (PA), ex-líder do PDT na Câmara.

Novela

O PDT comanda o Mi­nis­tério do Trabalho desde o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Com a saída de Lupi, envolvido em suspeitas de irregularidades em contratos com ONGs, o cargo vem sendo ocupado pelo interino Paulo Roberto dos Santos Pinto, em meio a pressões por uma nomeação definitiva.

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